Alegria sobrenatural em tempos de tormentas!

O que fazemos quando as circunstâncias da vida se tornam tão difíceis que já não há mais motivos para ter esperança? De onde você tira forças para viver a perda ou o sofrimento que não podem ser evitados?

Convidamos você para um mergulho na carta aos Filipenses, escrita em um dos momentos mais difíceis na vida do apóstolo Paulo. Preso e na iminência de ser decapitado ele escreve aquela que seria conhecida como a carta da alegria. É por isso que vamos falar de uma Alegria Sobrenatural em Tempos de Tormentas. Nestes tempos os que confiam no Senhor não se abalam. Se apegam à rocha da sua salvação e são capazes de ver o que ninguém mais vê e vivenciam na prática o compreender todas as coisas ainda que ninguém ao redor consiga entender: “como alguém passando por dores reais consegue manifestar fé, esperança e amor?”

Esta é a nossa grande oportunidade de celebrar, como igrejas irmãs no Presbitério Centenário de Belo Horizonte, a benção de não estarmos sozinhos nesta jornada. Para que isso seja verdade ninguém pode estar de fora. Programe-se! Esvazie a agenda de qualquer outro programa e venha se encher de Deus!

Esperamos você e sua família! PCBH

Reflexão em Miquéias 7

Lendo anotações antigas, decidi reescrever uma reflexão baseada em Miquéias. O capítulo 7 relata que há uma crise nas relações básicas da sociedade, as afeições estão no ponto de morte entre irmãos. Em todas as áreas da sociedade não havia uma consciência sadia no olhar para com o outro. Observe como Miquéias começa o capítulo: “Ai de mim! Sou como um homem faminto que depois da colheita procura figos nas figueiras e uvas nas parreiras, mas não encontra nada porque todas as uvas e todos os figos maduros foram colhidos.” Miquéias 7.1


O profeta, como parte da sociedade, não olha com indiferença o meio em que vive. Ele procura por justiça e não encontra. Por meio de Deus, ele percebe as crises entre as inúmeras relações sociais.


Crises nos sufocam e quando estamos presos em abismos existenciais, muitas vezes somos cruéis com os que estão a nossa volta, principalmente com aqueles que são íntimos. Paramos de perceber o outro e nos voltamos para nossas “necessidades”. Sim, somos egoístas, e há raízes de crueldade dentro de mim e de você. Cuidado com elas! Perceba-as em Deus e peça ao Senhor para arrancá-las.


Todas as crises nos farão olhar para Deus. Você sobe o motivo? Elas pedem solução. Então façamos como o profeta, mesmo na desesperança externa e em meio a uma sociedade em crise, podemos e devemos pedir de todo coração: “Eu, porém, ponho a minha esperança em Deus, o Senhor, e confio firmemente que ele me salvará. O meu Deus me atenderá.” Miquéias 7.7

Lembre-se! As crises são reais, não seja um alienado. Não subestime as crises, as dores, as lágrimas. No entanto, elas são superáveis, passam. Mantenha seus olhos em Cristo, aquele que permanece imutável. Não desperdice a pedagogia das crises, a muito o que aprender em todas elas. Saiba que Deus não despreza o sofrimento do seu povo, Ele é o maior interessado em tratar nossas mazelas.

Missionária Ana Virgínia

62 anos: sob Tua direção!

Gratidão, essa é a palavra que nos descreve, pois “… até aqui nos ajudou o Senhor.” 1Samuel 7.12. Esse texto relembra alguns episódios da caminhada do povo de Israel, uma caminhada histórica, de arrependimento, de vitórias e de celebrações. Uma caminhada longa, árdua, difícil mas gratifi cante quando a esperança foi de fato depositada no Senhor.


A Terceira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte ao completar neste mês de fevereiro seu aniversário de 62 anos de organização, celebra uma história de confiança, esperança e de realizações. Durante sua peregrinação a igreja manteve-se alicerçada às Sagradas Escrituras como sua única regra de fé e prática. A verdade e o compromisso com o evangelho sempre foram os princípios norteadores dos seus membros e liderança, formando assim uma comunidade sobre a qual podemos dizer: caminha sob Tua direção, não no controle de homens, mas unicamente nas mãos e condução do Senhor Jesus Cristo. Por tudo isso somos gratos, “…até aqui nos ajudou o Senhor”.

Ser uma igreja de Deus para gente é ser uma igreja que enfatiza a leitura da Bíblia e a oração, que compartilha o evangelho, pratica ação social e ambiental, participa da missão de Deus no mundo e tem gente cuidando de gente. Acreditamos que esses objetivos nos conduzem nessa caminhada para cumprir nossa missão de expandir o reino de Deus a partir da edificação do corpo de Cristo.

Nesta ocasião, convido a igreja a nos alegrarmos na esperança, a sermos pacientes na tribulação e juntos, perseverantes na oração, como nos ensina o apóstolo Paulo.

Que 2020 permaneça sob Tua direção.  Pr. Felipe Abreu

O que significa ser um membro da igreja?

Em Atos 2.37-47 há um registro numérico daqueles que professaram a Cristo e foram cheios do Espírito Santo. Já em 1 Timóteo 5.3-16, a igreja local em Éfeso é organizada e eles estão elaborando um plano. Assim, parece haver evidência de uma membresia de igreja comprometida em um nível local, de onde vem a pergunta: o que significa ser um membro da igreja comprometido?

• Ameis uns aos outros (João 13.34-35). A igreja é o único lugar onde podemos mostrar amor uns aos outros. É na igreja que o nosso amor se torna aparente ao mundo.

• Encorajeis uns aos outros (Hebreus 10.24-25). Uma membresia de igreja fiel está associada a estimularmos uns aos outros.

• Um pacificador (Romanos 14.19). Isso nos descreve como membros? Como isso seria na prática?

• Edifica os outros (Efésios 4.11-16). É por isso que os membros se reúnem. Para desenvolver uns aos outros e edificar uns aos outros.

• Suporta uns aos outros (Romanos 15.1). Todos os crentes são caracterizados pela longanimidade e paciência.

• Apoia a obra do ministério (Romanos 12.6-8). Todos os nossos esforços e talentos deveriam ser empregados na vida da igreja.

O problema para muitos de nós é que não damos valor à igreja local. Não damos valor à comunhão. Escute esta citação: “É pela graça de Deus que uma congregação é autorizada a se reunir visivelmente neste mundo para compartilhar a palavra e o sacramento de Deus. Agradecer a Deus de joelhos e declarar: é graça, nada mais que graça sermos autorizados a viver em comunidade com irmãos cristãos.” (Boenhoffer)

* Por Mez McConnell em voltemosaoevangelho.com.

Deus usa igrejas comuns

Ao longo de sua história, a igreja tendeu a se enxergar como extraordinária. Por exemplo, no período medieval, a igreja era um lugar extraordinário à parte do mundo, o sagrado separado do profano, o lugar de salvação, a detentora dos mistérios do céu.

Uma das principais contribuições da Reforma e do protestantismo em geral tem sido a sua ênfase no aspecto comum da igreja. É bem certo que João Calvino aprovaria a observação de Cipriano que a igreja é a nossa mãe e
que “longe de seu seio, não se pode esperar qualquer perdão dos pecados ou qualquer salvação”, ou como a Confissão de Fé de Westminster ensina: “a Igreja visível […] é o Reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e família de
Deus, do qual não há possibilidade de salvação” (25.2).


A igreja é o lugar normal da graça de Deus. Entretanto, a graça de Deus não vem através de uma exibição extraordinária; em vez disso, Deus usa sua igreja comum para sustentar e nutrir crentes através de ministério,
pessoas e meios comuns.

É importante que o povo de Deus participe de sua igreja cristã comum, dia do Senhor após dia do Senhor, a fim de usar esses meios comuns de graça. E quando nos comprometemos com esta igreja cristã comum, Deus faz coisas extraordinárias. Ele concede misericórdia e graça, ele ilumina nossas mentes e orienta nossas vontades, ele chama eficazmente e justifica, ele santifica seus filhos adotivos, e ele os leva com segurança para seu lar.

Assim, Deus não nos chama para dar o primeiro lugar à conferência, podcast, livro ou revista, que são úteis, porém extraordinárias. Antes, ele nos chama a amar sua igreja cristã, bela, comprada por sangue e comum.

*Por Dr. Sean Michael Lucas

Cristão autêntico

“O que significa ser um cristão autêntico? Quais as características desse servo do Senhor? Será que apenas a fé em Jesus o habilita a ser um cristão segundo o que Deus considera padrão?

Para que um cristão faça diferença na sociedade e seja reconhecido como filho de Deus, é fundamental que ele seja um padrão dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.

O Cristão autêntico é aquela pessoa que, no ensino de Cristo, nasceu de novo. No evangelho de João, capítulo 3, versos de 3 a 8, estão registradas as palavras de Jesus ao responder a Nicodemos, mestre respeitado em Israel. Esse nascimento ao qual Jesus se refere é um nascimento espiritual, que é chamado na Teologia de Regeneração.

Quando se opera em nós essa transformação, sentimos, desde logo, novos desejos, novos propósitos e novas aspirações. É a mudança do nosso coração que nos dispõe a deixarmos todas as nossas paixões e coisas pecaminosas que até então nos escravizavam.

Depois de regenerada, o orgulho, a inveja, a sensualidade, a crueldade e tantos outros males deixam de povoar nossa alma. Regenerados, sentimo-nos humildes, pacientes e justos. Podemos realmente nos sentir como filhos de Deus, e não mais escravos do diabo. Mortos para o mundo, nos sentimos vivos para Cristo e para todas as boas coisas.

Regenerados, percebemos que estamos unidos a Cristo, e d’Ele recebemos todas as graças e virtudes para vivermos conforme a vontade de Deus, como sarmento ligado ao tronco da videira.

Sem regeneração, toda e qualquer profissão religiosa é hipocrisia, destituída de vida e de realidade. Sem ela, a alma nunca poderá entrar no descanso eterno. A regeneração é portanto, um ato exclusivo do Espírito Santo.”

Rev. Paulo Freire (in memoriam) 1º Pastor da Terceira Igreja (1958-1976)

Cooperadores do avivamento

 O título desse artigo é controverso. Pode alguém cooperar com o avivamento? Não seria este fenômeno um trabalho exclusivo do Espírito? Sim e não. É exclusivo, no sentido de que parte dEle, e é Ele quem toca os corações e traz a comunidade a um novo mover de Deus. E não, porque é autêntica a participação humana. A igreja pode embargar o avivamento, ou facilitá-lo. E os líderes, definitivamente, possuem um importante papel nisto. Alguns pensamentos:

1. Eu coopero com o avivamento quando busco minha santidade pessoal – A busca íntima de um indivíduo pode determinar o avivamento de toda uma comunidade. É verdade que por vezes você se sentirá sozinho na busca. Não desista. Deus constantemente envia pares, pessoas que pagarão com você o preço da santificação (1 Reis 19:18).

2. Eu coopero com o avivamento quando identifico sua ocorrência e abro o coração – Há portas de avivamento que são embargadas por nós pela crítica. Principalmente quando se trata de um novo movimento, algo que eu não esperava, que foge das minhas raízes originais. Um bom compromisso para se assumir em tempos de avivamento é o de esperar para criticar. Deixe Deus agir, trabalhar em sua igreja, pois ao fechar uma porta pessoal você pode estar fazendo o mesmo com toda a comunidade.

3. Eu coopero com o avivamento quando eu intercedo para que meus líderes sejam cheios do Espírito Santo – Você tem um compromisso espiritual com a sua liderança? Pagar um preço de oração para que Deus fale com alguém é mais difícil e incômodo que criticar. Por isso, geralmente abraçamos a segunda opção. Mas minha própria vida mudou, como líder, em função de orações que foram feitas para que eu mudasse, para que minha visão fosse ajustada à visão de Deus. Isso funciona.

Seja um cooperador do avivamento. Você tem a opção de facilitá-lo, ou de bloqueá-lo. Qual desses papéis você quer ter no Reino?

Terceira Igreja Presbiteriana de BH

E quando as nuvens escurecem

Durante nossa peregrinação, é certo que as nuvens escuras se mostrarão presentes. Não sabemos quando e porque, nem quanto durará sua visita. Tampouco sabemos quão espessas elas são e por vezes não sabemos nem de onde vieram. Mas elas chegam, trazendo escuridão e consequente medo.

Temos medo da escuridão porque nela perdemos a faculdade que talvez consideremos a mais importante: a visão. Perdemos a capacidade de nos orientar, de conduzir nosso próprio caminho, a capacidade de nos desviarmos dos perigos da jornada. Simplesmente, perdemos o controle e precisamos de ajuda externa. Uma lanterna, por favor?

E as nuvens escuras trazem consigo o medo, a dúvida. Será que este barco vai afundar, mesmo com Jesus dormindo ali no canto?

Nesta presente tormenta, descobri (ou redescobri) algo que já sabia. Algo que estava encoberto sob o céu azul, mas que as nuvens espessas trouxeram à tona. Acima das nuvens escuras, há um sol brilhante. Sempre há um sol brilhante acima das nuvens escuras. E olhando de cima, as nuvens escuras são brancas, muito brancas.

Abandonando as metáforas, na hora da dificuldade há um Deus no céu olhando para nós, aguardando nossa oração. Não existe oração mais agradável a Deus do que a oração do indefeso, do incapaz, do culpado do desesperançado. Não porque Deus se compraz no sofrimento humano, antes pelo contrário. Deus se alegra em ser nosso conforto.

…“Não se preocupem, o sol continua iluminando estas nuvens”. Algumas vezes precisamos que nossos olhos sejam lavados para que possamos voltar a ver o sol azul.

Oh, meu Deus, afaste estas nuvens escuras de nós.

Eider Oliveira (membro da Terceira) Publicação original em julho de 2010