Uma igreja conectada na videira é uma igreja solidária – Fl 1.3-6

Encontramos na carta de Paulo aos filipenses uma expressão exata dessas duas características: uma igreja completamente conectada na videira, Jesus Cristo, expressando essa conexão de solidariedade com o apostolo de caráter sempre participantes do seu ministério em tudo: na graça, nas prisões e na defesa e confirmação do evangelho. A igreja de Filipenses, apresenta algumas características importantes que refletiram sua solidariedade e generosidade:

• Foi a igreja mais ligado ao apostolo e a que nasceu num parto de mais profunda dor.

• Com a implantação da igreja de filipenses, percebemos: Todo programa missionário da igreja deve ser conduzido pelo céu, e não pela terra – Paula, Silas, Timóteo e Lucas na sua segunda viagem tinha planos de abrir novas igrejas na Ásia, mas Deus os conduziu para a Europa.

• A porta que Deus abre nem sempre nos conduz por um caminho fácil, porém nos conduz para um destino virtuoso – Deus apontou o caminho missionário para onde os plantadores deveriam ir, deu-lhes sucesso na missão, mas não sem dor, sem sofrimento ou sem sangue.

• Muitas vezes, o solo fértil da evangelização é regado pelas lágrimas, suor e sangue daqueles que proclamam as boas novas do evangelho.

Não podemos deixar de lembrar que solidariedade está conectado, também, a expressão dessa maravilhosa igreja que tanto compartilhou com Paulo de forma bastante alegre – alegria, uma característica para a igreja de Filipos. A palavra alegria era um atributo bastante marcante nessa carta, pois é citada pelo apostolo 16 vezes. O texto nos impulsiona a compreender três grandes importâncias:

1 • Uma igreja solidária é ser uma igreja alegre – Não foca sempre nos problemas, mas ver os problemas como processo de crescimento para todo cristão.

a) Paulo, compartilhou o início da igreja de Atos e o poder do Espirito Santo, não somente na igreja, mas com propriedade em sua própria vida e conversão.

b) Presenciou a consequência da transformação estrutural daqueles que estiveram na pregação de Pedro (At 2), que aceitaram Jesus Cristo como Senhor e salvador.

A alegria de Paulo ao lembrar de Filipos, é como ter um Déjà-vu de Atos e a maravilha da ação do Espirito Santo e o quanto ele perpetua em sua igreja. No, v.4 – Falar de alegria é ter um Déjá-vu de Atos, lembrar do passado e impulsionar nosso coração e mente para a oração e gratidão; enquanto alegria aponta para o passado; oração, para o futuro.

2 •  Uma igreja solidária é ser uma igreja participante e cooperante.

Ao dizer, desde o primeiro dia, Paulo, realça a prontidão deles ao demonstrar que eram suscetíveis à instrução assim que a doutrina foi posta diante deles.

A frase até agora indica sua perseverança. Sabemos quão rara qualidade é seguir a Deus imediatamente assim que nos chama, e igualmente perseverar firme até o fim. Pois muitos são tardos e relutantes em obedecer, enquanto há ainda aquela insuficiência devido à leviandade e à inconstância.

Os filipenses eram participantes do ministério de Paulo em tudo: na graça, nas prisões e na defesa e confirmação do evangelho.

3 • Ser uma igreja solidária é compreender a ênfase da gratidão vertical e horizontal da cruz de Cristo.

Isso nos ensina a receber de bom grado nosso Senhor Jesus Cisto como único Senhor e salvador, a ponto de poder nos expressar de maneira horizontal esse amor em solidariedade.

Paulo deixa isso bastante claro em Fp 2.7 quando expressa que Ele, 7 “Abriu mão de tudo o que era seu”, “despejou-se”. Ao se tornar homem, Jesus reteve sua natureza essencial como Deus, mas renunciou a seu status e voluntariamente aceitou limitações a sua onipotência, onisciência e onipresença, por exemplo: Ele levou uma vida de obediência humilde, limitada aos recursos que Deus dá aos seres humanos:

• O poder de seu Espírito;

• A orientação de sua palavra;

• A oração.

Não devemos nos esquecer de ser solidários, pois a generosidade e piedade de Deus para conosco, foi expressa na cruz.

Sua vida, é a única bíblia que muitas pessoas vão ver lá fora, você deve ser a marca da igreja, solidária e conectada a videira.

Ser uma igreja solidária, não está relacionado a capacidade financeira, mas, a sensibilidade espiritual do evangelho.

Não deixa para amanhã para poder ser uma igreja conectada e solidária, faça isso hoje, através de uma ligação, oração, contribuição, compromisso com sua igreja local, compromisso com a leitura bíblica.

Pr. Felipe Abreu

4º Degrau: Suportando-vos uns aos outros

O texto básico para o nosso 4º degrau está em Efésios 4.2, onde Paulo fala acerca da unidade. Para compreendermos melhor o texto, iremos ler a partir do verso 1-3. E veremos que a unidade no corpo de Cristo é o indicativo de Paulo para subirmos esse degrau.

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;

Desse modo, percebemos que Paulo está orientando os irmãos de Éfeso para se manterem unidos pelo Espírito. Mas como isso pode ser possível de acordo com o que lemos?

Em primeiro lugar, devemos lembrar por quem e porque fomos chamados, vide versículo primeiro – “Andeis de modo digno da vocação que fostes chamados”. Sendo assim, devemos refletir a imagem de Cristo que tudo suportou por nós, devemos então, suportar uns aos outros da seguinte forma, vide versículo 2.

Em segundo lugar, vamos observar o que Paulo quer dizer com esse versículo 2. “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”

Humilde significa – ser mais inferior, mais fraco, mais insignificante do que o outro. Com base nesse significado, será que eu sou assim? Será que você é assim?

Ainda analisando esse versículo, o que significa mansidão? Mansidão significa suave, gentil, agradável. Será que eu e você somos assim?

Ainda, o significado de longanimidade. Longanimidade significa paciência. Mas não é tão simples assim. Essa paciência proposta aqui, possui o mesmo caráter de quando Deus retirava a sua ira de sobre a nação de Israel. Nesse sentido, longanimidade é uma restrição de uma aplicação por exemplo, da ira, ou da punição. Então, ser paciente através dessa perspectiva significa não considerar a ofensa do irmão contra outra pessoa, nem mesmo uma ofensa contra você.

Em terceiro lugar, temos a tarefa que é como nos comportarmos nessa situação, então a solução é: Então, a terceira coisa está no complemento do versículo 2, onde Paulo está dizendo: SUPORTAI uns aos outros com amor e seguindo o versículo 3, com esforço para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Não devemos guardar mágoa ou qualquer rancor. Devemos amar e apaziguar mesmo quando somos ofendidos e humilhados.

Parece que esse degrau é mais alto do que os outros, mas é assim mesmo, nessa caminhada, alguns degraus são mais fáceis, outros mais difíceis, mas em Cristo, nós podemos subir mais esse degrau. Cristo passou por todas essas coisas por nós, isso significa que devemos fazer igualmente quando estivermos nessa posição.

Espero que você não tenha desistido de continuar subindo os degraus, ainda temos alguns pela frente.

A tarefa dessa semana é para você fazer uma análise da sua vida na comunidade cristã. Se você tem sido o humilde, manso, longânime, se tem perseverado na unidade.

Muitas vezes, procuramos encontrar falhas em outros irmãos, e não olhamos para as nossas, mas eu quero encorajar você para olhar para si mesmo. baseado no que estudamos hoje, se o seu comportamento é adequando.

Sei que não é fácil, mas é necessário subirmos mais esse degrau. Fique firme, te aguardo na semana que vem para subirmos mais um degrau. Até lá, Deus te abençoe.

Sem. Ednardo Guimarães

3º Degrau: Edificai-vos uns aos outros.

Estamos indo para o terceiro degrau nessa semana dentro da série uns aos outros.

E já adianto pra vocês que talvez esse seja o degrau mais importante porque ele envolve tudo o que já falamos e também como outros assuntos que estão por vir. E a razão pelo qual estamos subindo os degraus, e a razão é a volta de Cristo.

A base desse degrau está na primeira carta aos tessalonicenses, capítulo 5, versículo 11. “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo”.

Esse versículo está dentro de um contexto escatológico, isso significa que o assunto em torno desse versículo é sobre a volta de Cristo. Isso está mais claro nos versículos 2 e 3 que dizem: “vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. 3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.

A partir do versículo 4, Paulo começa a orientar o seguinte aos irmãos tessalonocenses: já que nós, cristãos, sabemos que o dia do Senhor se aproxima e pode chegar repentinamente, então fiquemos todos atentos, fiquemos todos em alertas. A grande temática dessa passagem é ficar atentos, vigilantes e unidos com Cristo…. é aqui que o versículo 11, entra em cena, onde Paulo diz: Consolai e edificai uns aos outros. Por que devemos consolar e edificar uns aos outros? Porque a vinda de Jesus se aproxima, e devemos estar preparados para esse grande dia. Por isso, é importante cuidarmos da saúde espiritual uns dos outros.

Paulo nos chama a essa responsabilidade mútua. Eu cuido de você e você de mim. Que tipo de cuidado é esse? Um cuidado que nos faça crescer e amadurecer espiritualmente. Por isso que eu disse que esse texto reflete muito os degraus anteriores e os que virão.

Já falamos da importância do cumprimento santo, sincero, verdadeiro para subirmos o primeiro degrau.

Para subirmos o segundo, falamos da importância da confissão, do perdão e da oração.

Todos esses elementos possui um propósito que é revelado no degrau de hoje. É a edificação dos irmãos, é a maturidade cristã sendo colocada em prática, é o cuidado mútuo em ação. Portanto, você tem a responsabilidade de contribuir para o meu crescimento espiritual, assim como eu tenho a responsabilidade para contribui para o seu crescimento espiritual porque Cristo está voltando e não podemos estar envolvidos com intrigas na comunidade cristão e nem afastados dela.

Devemos estar unidos, aguardando vigilantemente a volta de Cristo e zelando espiritualmente dos irmãos enquanto aguardamos essa volta do Senhor para que ninguém seja achado falho, fraco na fé.

Agora, quero te propor outra tarefa para essa semana.

Ligue para as pessoas do seu pequeno grupo. Procure saber como elas estão espiritualmente. Todo mundo ligando pra todo mundo. Vamos cuidar uns dos outros porque Cristo está voltando e devemos ser achados por ele em santidade. Devemos ser achados como cristãos alertas.

Em resumo, devemos todos estar preparados para a vinda de Cristo. Então a pergunta agora é a seguinte: todas as pessoas da comunidade da fé, todos do seu Pequeno Grupo estão preparados para encontrar com Jesus??

Vamos nos consolar nesses dias difíceis e vamos nos edificarmos para o encontro com Cristo.

Com essas palavras, encerramos mais uma reflexão,  até a semana que vem para subirmos mais um degrau.

Sem. Ednardo Guimarães

Degrau 2 – Confissão e Oração

Na semana passada vimos a importância da santidade no cumprimento de uns com os outros. Espero que você tenha subido esse degrau.

Mas também espero que você tenha guardado fôlego para essa semana porque ao que me parece, será bastante puxada, e, sinceramente, não quero que você fique para trás, eu quero que suba mais um degrau.

Então vamos para o 2º degrau: Orai uns pelos outros, para que sareis. Tg 5.16

A partir do versículo 7, Tiago incentiva os cristãos a perseverarem na fé até a vinda de Cristo. Para isso, ele propõe uma vida de harmonia entre os cristãos, caso o contrário, eles seriam punidos no dia do juízo de Cristo. Entendendo as angústias humanas e suas dificuldades, Tiago aponta para o remédio. O remédio é a oração (vv. 13-16). Mas a maior doença que Tiago apresenta é o pecado. O pecado afeta o homem por inteiro. É a oração que salvará, ela produzirá alívio e cura de todo o problema causado pelo pecado.

Tiago então mostra o papel que temos dentro da comunidade cristã que é cuidar uns dos outros. Observe que no versículo 16, Tiago usa dois imperativos: Confessai e orai. É importante constar que: o pecado não apenas separa o homem de Deus, mas aqui no texto, Tiago mostra que o pecado é um destruidor da comunidade cristã (v. 9). O versículo 16 vem mostrar que devemos deixar o pecado através da confissão e em seguida, orar um pelo outro.

O que isso quer dizer? Quer dizer que a comunidade cristã deve cuidar uns dos outros. O apelo para a confissão que Tiago propõe não possui uma intenção de julgamento ou acusação, mas de expor ao irmão a fraqueza pessoal para que ela possa ser tratada por meio da oração. Pelos menos três coisas está em evidência:

1. O cuidado mútuo;
2. A necessidade de abandonar o pecado;
2. O remédio que é a oração.

Tiago é tão fantástico que ele não nos constrange. Ele nos faz essa admoestação, porém, de modo consolador. Ele mostra que crente não é super herói, crente também possui falhas. No versículo 17, Tiago cita Elias como um homem comum e falho, tão falho como nós somos. Tão sujeito aos erros como eu e você, mas Tiago deixa claro também, que foi por meio da oração que esse homem comum, falho e imperfeito pediu a Deus a chuva e o Senhor o atendeu.

Gostaria propor três coisas importantes para subirmos o degrau dessa semana:

1. A primeira coisa é: puxe o fôlego, respire fundo mesmo e suba esse degrau.
2. Se houver necessidade de confessar algum pecado, não tenha vergonha, chame um irmão que seja mais próximo de você e abra o seu coração. Não que esse irmão tenha o poder ou a autoridade para te perdoar, mas ele tem para orar com você e por você.
3. Esteja ciente de que a oração é o remédio que cura o povo de Deus. Portanto, devemos orar. Ore por você, por sua família e principalmente, ore por sua igreja. Ore uns pelos outros.

Vamos cuidar uns dos outros através da oração e do companheirismo na caminhada cristã. Se fizermos isso, subimos mais um degrau.

Deus te abençoe, forte abraço. Eu te aguardo para subirmos mais um degrau na semana que vem!

Sem. Ednardo Guimarães

Série Uns aos Outros: 1º Degrau

Sabendo que Deus cuida de nós, devemos saber também que Deus cuida através de nós. Ou seja, Deus também te usa para abençoar outras pessoas.

É aqui que entra o nosso novo tema, que é: “Uns aos Outros”.

Estaremos dando seguimento a esse tema, visando justamente, o bem estar dos irmãos na forma física e também espiritual, porquanto, esse é o nosso papel como igreja.

Nessa temática, usaremos a figura de linguagem de degraus, onde cada degrau representa um avanço em nossas atitudes. Alguns degraus são mais fáceis, outros mais difíceis.

Temos dez degraus para subirmos, um degrau a cada semana, então se prepare, puxe o fôlego porque precisamos exercer algumas atividades.

Lembrando que essas atividades não devem ser momentâneas, mas constante.

Nosso primeiro degrau está em 2 Co 13.12. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. 2Co 13.12.  Algumas versões dividem esse versículo em duas partes, usando o verso 12 e 13, outras apenas o verso 12 como descrito aqui.

Qual o significado desse verso tão pequeno? Não se engane com o tamanho do verso, pois ele é mais profundo e intenso do que parece ser. Para entendermos melhor o seu significado, temos que consultar o contexto no qual o seu uso era comum.

No Oriente antigo, a prática de trocar beijos era comum, tanto na sociedade, como na sinagoga e naturalmente permaneceu sendo praticada pela igreja primitiva.

Sabemos que o beijo de cumprimento era costume entre os judeus (existem várias referências no Novo Testamento que mostram isso).

O pai do filho pródigo que o recebeu com um beijo ao regressar para casa (Lc 15.20)

Temos como exemplo ainda, o beijo mais famoso que foi o beijo de Judas. Judas beijou Jesus no Jardim do Getsêmani (Mt 26.48,49) para que os soldados pudesse identificar Jesus.

Nesse contexto, o beijo era tanto um sinal amigável de saudação como uma prova de afeição numa despedida”.

Paulo exorta muitas vezes os cristãos a saudarem-se com o ósculo santo (Rm 16.16; 1Co 16.20; 1Ts 5.26).

Agora que você entende o contexto, vamos trabalhar com a seguinte questão: Onde isso se aplica a nós hoje?

Em primeiro lugar, devemos observar a riqueza das palavras que Paulo usou. “Saudai-vos”, isso significa cumprimento, saudação. Nós temos aqui então, uma ação, atitude de cumprimentar alguém. Então, já sabemos que nós, cristãos, devemos ser cordiais uns com os outros. Inclusive, você já até pode se perguntar se você é cordial. Se for? maravilha! se não? Ainda há tempo pra mudar e ser cortês.

Em segundo lugar, como deve ser esse cumprimento. A resposta pra isso irá depender do seu contexto. Se no seu contexto existe a prática de beijo, então beije, se é a do abraço, então abrace, se é do aperto de mão, então aperte a mão, se é inclinando o corpo, então incline.

Observe uma coisa importante que direi a partir de agora: o valor da ação não está no beijo, ou no abraço, nem no aperto de mão, nem na inclinação do corpo, o valor da ação está na qualidade dessa ação. Essa é a terceira coisa que iremos observar.

Em terceiro lugar, nós temos a qualidade da ação. A nossa ação deve ser santa. Note que Paulo transmite uma saudação: Ele diz: Todos os santos vos saúdam. Devemos cumprimentar com um caráter santo porque estamos sendo cumprimentados por alguém de caráter santo, ou seja, pessoas que pertencem a mesma fé em Cristo.

A santidade é o reflexo da comunidade cristã. O Próprio Deus disse:
Sedes santos porque eu sou santo (1Pe 1.15-16; Lv 11.44; 19.2).

Lembre-se:  Jesus foi traído com um beijo. Esse definitivamente não foi um ósculo santo, mas um ósculo impuro, de infidelidade e falsidade e inimizade contra Deus. Portanto, nós não podemos agir assim com o nosso irmão. Não podemos abraçar, beijar, nem dar um aperto de mão num irmão com esse sentimento traiçoeiro de judas. Devemos desejar o bem e expressá-lo de forma sincera.

Se você ler o contexto da Segunda Carta aos Coríntios, irá perceber que Paulo está combatendo as contendas que há na igreja de Corinto. Na igreja de Corinto havia inveja, distrações, iras, orgulho. O apóstolo está mostrando que isso não é bem-vindo e nem lícito aos cristãos, mas, que, devemos desejar entre nós, sempre o melhor uns para com os outros.

Em 1 Pe 5.14a o apóstolo Pedro menciona que devemos cumprimentar uns aos outros com um ósculo de amor.

Portanto, meus irmãos, para subirmos esse degrau, devemos em primeiro lugar, buscarmos a santidade. Através da santidade, nós expressaremos amor sincero, sem fingimento. A santidade irá definir o adjetivo das nossas ações e nesse caso, o cumprimento aos irmãos.

Antes de cumprimentar alguém, sonde o seu coração e deseje sempre o melhor para o seu irmão. Nada de ciúmes, nada de intrigas, nada de orgulho.

Entre nós deve haver santidade, amor, alegria, respeito, consideração e o querer bem uns aos outros.

Se você colocar isso em prática, estará subindo um degrau nessa caminhada.

Vamos cuidar uns dos outros.

Quero te encorajar, para que você ligue para alguém durante essa semana, converse com essa pessoa e mande um beijo, ou um abraço santo pra ela. Seja sincero no amor de Cristo.

Semana que vem subiremos mais um degrau. Puxe o fôlego e até lá.

Sem. Ednardo Guimarães

O dia em que a terra “parou”

O título é um déjà vu, inspirado no filme original feito em 1951, The Day The Earth Stood Still é um filme norte-americano que mostra a situação de uma invasão alienígena ao planeta terra do gênero ficção cientifica, realizada por Scott Derrickson. É uma refilmagem do clássico homônimo, que por sua vez foi inspirado no conto Farewell to the Master (Adeus ao Mestre),  de Harry Bates, dirigido por Robert Wise em 1951. Contudo, desta vez, a ameaça à Terra não é a corrida armamentista, mas os danos ao meio ambiente.

Um título bastante intrigante para os dias que estamos vivendo em período de pandemia. Isso nos leva a refletir sobre os acontecimentos noticiados pela mídia, como: Crise na saúde, crise política, crise econômica, crise, crise…!!! Não muito diferente da via real, onde o maior inimigo nesse tempo não está nos alienígenas dos filmes, mas em um vírus mortal e contagioso chamado: COVID-19.

Como em todos os filmes, as crises acabam atingem as mais diversas esferas da humanidade: Estado, educação, igreja, família, etc. Há uma busca incessante e árdua por parte dos profissionais em busca da cura ou vacina. Sendo assim, tudo entrar em seu eixo de forma gradual até sua normalidade, ficando apenas uma marca na história desse terrível período: o dia em que a terra “parou”.

Mas, como todo o filme apresenta sua extravagância e um pouco de exagero, a nossa terra não parou, apenas tivemos uma recessão e pausa em vários setores. Contudo, isso deve levar todo cristão a refletir que um dia a terra há de parar, não como em filmes com alienígenas, ou na vida real com doenças – (COVID-19) ou guerras, mas acontecera com a entrada do principal protagonista, Jesus Cristo derrotando todo antagonista (pecado). O maior espetáculo já concebido na mente de Deus e apresentado na história mundial: a cruz de Cristo. É o ponto de virada da história, a passagem de “a.C”. para “d.C”., em que todo o tempo se choca, em que todos os espetáculos humanos se encontram diante do único, do insuperável, do cósmico espetáculo divino na qual precisamos estar preparados.

Fp 2.9-11 – “Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.

Is 45.22-23 – “Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra; pois eu sou Deus, e não há nenhum outro. Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará”.

O mundo não parou, mas todo cristão precisa “parar” para refletir, pois chegara o grandioso Dia em que realmente isso acontecerá, mas aos salvos em cristo, não será tempos de tormenta, angustia, tristeza ou lamentação como nos filmes, antes será O DIA GLORIOSO, onde toda lagrima, sofrimento, tristeza, angustia e pecado serão destruídos e todas as esferas da humanidade se convergirão para Cristo. Mas enquanto não chegar esse dia, precisamos parar e refletir:

  • Parar e refletir se estamos conectados verdadeiramente na videira;
  • Parar e refletir sobre o verdadeiro cristianismo;
  • Parar e refletir como está sua vida de leitura bíblia;
  • Parar e refletir como está sua vida de oração e comunhão com os irmãos;
  • Parar e refletir do tempo que você tem gasto com sua família;
  • Para e refletir se você realmente crer em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador;
  • Para e refletir na cruz de Cristo;

Estar conectado na videira é investigar a impressionante cruz. [1]Martyn Lloyd-Jones fez uma grande indagação: “Vejo um espetáculo que o mundo jamais vira antes, e jamais verá de novo […] A Cruz, com todos os seus poderosos paradoxos, é  um espetáculo que torna pálido e insignificante tudo sobre o que você possa pensar na história, assim como tudo o que você possa imaginar.

Pr. Felipe Abreu

[1] D. Martyn Lloyd-Jones, The Cross: God´s Way of Salvation (Wheaton, IL: Crossway, 1986), 60,64.

 

Conectados na videira – Uma igreja Bíblica

No evangelho de João 15.1, encontramos no início do texto o termo: “Eu Sou”; feita por Cristo. Porém, Jesus não se ateve a essa imagem, prosseguindo com a figura do “amigo”. Esses dois retratos dos cristãos – como ramos e amigos – revelam tanto nossos privilégios quanto nossas responsabilidades. Como ramos, temos o privilégio de compartilhar a vida de Jesus e a responsabilidade de permanecer nele. Como amigos, temos o privilégio de conhecer sua vontade e a responsabilidade de obedecer.

Há três tipos de videira nas Escrituras. A videira do passado refere-se a Israel como nação (ver SI 80:8, 19; Is 5:1-7; Jr 2:21; Ez 19:10-14 e O s 10:1). Também há uma videira do futuro, a “videira da terra”, em Apocalipse 14:14-20. Refere-se ao sistema do mundo gentio, amadurecendo para o julgamento de Deus. Os cristãos são ramos da “videira do céu”, mas os incrédulos são ramos da “videira da terra”. Os não salvos dependem do mundo para receber sustento e encontrar satisfação, enquanto os cristãos dependem de Jesus Cristo.

A “videira da terra” será cortada e destruída quando Jesus Cristo voltar. A videira do presente é nosso Senhor Jesus Cristo, e inclui, obviamente, seus ramos. Ele é a “Videira Verdadeira”, ou seja, “a original, da qual todas as outras videiras são cópias”. Como cristãos, não vivemos de substitutos! O simbolismo da videira e dos ramos é semelhante àquele da Cabeça e do corpo; temos um relacionamento vivo com Cristo e pertencemos a ele.

Essa parábola apresenta de forma metafórica os pressupostos de uma vida frutífera para o reino de Deus, que é a unidade na diversidade – um só tronco e vários ramos: a poda que faz a arvore diminuir de tamanho e pode ser dolorosa, é extremamente necessária para o fruto eficaz; a permanência – os ramos precisam ficar em total dependência do tronco para dar fruto, não podendo produzi-lo independentemente; e a petição. Como ramos que permanecem na videira, devemos pedir a seiva, o elemento vital de que precisamos para cumprir nosso proposito como igreja.

Se pudéssemos ouvir um ramo falar, ele nos diria: “A cada momento eu preciso da seiva ou morrerei”. Permanecendo, pedimos apropriadamente e recebemos, porque o Espírito Santo nos ajuda a pedir em harmonia com a vontade de Deus. Tal é a verdadeira postura cristã, capaz de lidar com as tensões entre o todo e parte: o ser podado e o seu crescimento, a obediência e a autonomia na petição, sem que haja conflitos ou extremismos excludentes.

Que essa nova série de exposições bíblicas possa lhe fazer refletir o mais profundo com relação a videira e os seus ramos; como igreja venhamos beber do mais fundo dessa seiva a ponto de produzir na vida de cada cristão quatro estágios para o crescimento:

  • Evangelização – pessoas entrando em contato com a palavra da verdade pela primeira vez através do evangelho – que essa semente venha criar raízes, e no tempo de Deus e por obra do Espírito, produza frutos.
  • Acompanhamento – é necessário para firmá-la na fé e ensinar-lhe as coisas básicas. Pode demorar, mas, ainda que seja demorado, é vital que alguém se achegue ao novo convertido para ensinar, cuidar e orar por ele.
  • Crescimento – não é uma tarefa fácil. É um caminho estreito e árduo, como o de Cristão, em O Peregrino, com muito montes, vales, inimigos e desvio ao longo do percurso. Quando a verdade da Bíblia e ministrada, ouvida e aplicada piedosamente e quando o Espírito age, o crescimento acontece.
  • Treinamento – nesse estágio em que o crescimento em convicção (crenças), caráter (piedade) e competências (habilidades/capacidade) as leva a ministrar eficientemente aos outros é o estágio da vida cristã em que as pessoas são equipadas, mobilizadas, adquirem recursos e são encorajadas.

Pr. Felipe Abreu

Referências:
MARSHALL, Colin; PAYNE, Tony. A Treliça e a Videira: a mentalidade de discípulo que muda tudo. São Paulo: Fiel, 2015.
WIERSBE, Warren W. The Bible Exposition Commentary – New Testament: Vol. I. São Paulo: Geográfica Editora, 2006.

Jesus é a salvação que sustenta seus discípulos

Em João 14, Jesus está se despedindo dos seus discípulos, indo para o Pai e que os discípulos conheciam o caminho.

Porém, Tomé e Filipe tiveram dificuldades para compreenderem acerca do caminho e do Pai. Jesus explicou: “Creia que eu estou no Pai e o Pai está em mim ao menos por causa das mesmas obras que eu faço”. Em síntese, Jesus está mostrando aos discípulos a perfeita unidade entre o Pai e o Filho.

Então, através da parábola no capítulo 15, Jesus ensina que os discípulos estavam igualmente unidos ao Pai e ao Filho.

Para isso, Jesus aplica três verdades:

Primeiramente que Ele é a verdade revelada (vv. 1-2). Jesus está usando figuras de linguagem e mostrando a função de cada uma delas.

  • Jesus é a Videira verdadeira. Ou seja, Jesus é a fonte que dá vida ao fruto, é o tronco que sustenta os ramos.
  • O Pai é o agricultor. É aquele que cuida da lavoura e do terreno onde está a plantação.
  • O ramo é o discípulo. É aquele que frutifica através do cuidado do agricultor (Pai) e do sustento que vem do tronco (Jesus).

Portanto, com a partida de Cristo, os discípulos deveriam produzir os frutos da videira, pois estavam unidos a ela.

Em segundo, Jesus é a verdade que purifica (vv. 3–4a). O limpar nesse texto se refere a pureza, a purificação de pecados.

A exemplo da cena em João 13.8–11, onde Jesus está lavando os pés dos discípulos, Cristo afirmou: “Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem era o traidor”.

O cenário descrito acima conversa profundamente com João 15.3, pois os discípulos estão limpos pela Palavra, que é o próprio Cristo.

Com base nisso, ir à igreja não representa santidade. Participar da ceia não significa estar puro. Porém, a evidência da purificação se dá pela fidelidade na obediência a Palavra. Inclusive, João inicia o livro afirmando que Jesus é o Verbo, ou seja, a Palavra! (Jo 1.1).

Desse modo, a purificação é testificada pela obediência a Cristo.

Em terceiro lugar, Jesus é a verdade da vida (v. 4b–5). O ramo sem o tronco não sobrevive, ele morre.

Assim, quando o galho fica seco, o agricultor o corta para dar lugar ao novo ramo, que cresce e produz fruto no lugar daquele galho que secou.

Jesus usa como exemplo o que acontece na plantação para dizer que, se o cristão (que é o ramo) não se alimenta de Jesus (que é o tronco), ele é tirado fora do corpo pelo Pai (que é o agricultor).

Logo, é preciso se alimentar de Cristo. Como isso acontece? Através da leitura bíblica e da obediência a Palavra. Jesus orando ao Pai disse: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).

Portanto, a única forma de estar com o Pai é estando ramificado na Videira verdadeira que é Cristo, pois, não há vida fora dessa Videira, além disso, Cristo é o caminho para o Pai.

Esteja, portanto, conectado na videira!

Sem. Ednardo Guimarães de Castro

Conectados na Videira

Nessa nova série de pregações, a figura da videira era bem conhecida como um simbolismo de Israel. Isaías, Jeremias e Ezequiel usaram o mesmo simbolismo para demonstrar que o Senhor havia plantado uma videira (Israel) e esperava que desse bons frutos, mas essa videira havia se degenerado e, nesse estado, fora rejeitado por Deus.

Cristo aplica a si mesmo a figura da videira, afirmando que os tempos messiânicos haviam chegado. Ao declarar “Eu sou a videira” ele estava pondo a descoberto o fracasso de Israel em cumprir sua missão, tendo-se transformado numa videira seca, sem vida. Num certo sentido, o Israel verdadeiro passaria a ser representado pelos cristãos, gentios e judeus, um Israel espiritual, nascido não segundo a carne. Isso não exclui uma futura redenção de Israel (Rm 11).

Nos vv. 2-6, Jesus apresenta o Pai como o agricultor e aquele que limpa os ramos para produzirem frutos de boa qualidade. Os ramos precisam estar ligados ao tronco, sendo alimentados por ele para se manter vivos. Sem mim, nada podeis fazer, afirma Jesus. Os ramos secos, isto é, os cristãos que não se alimentam espiritualmente através de uma comunhão constante com Cristo perdem a capacidade de produzir frutos, tornando-se inúteis.  Isso nos faz refletir em três lições importantes:

1- Precisamos entender nossa missão como igreja em tempos de crise;

2- Como ramos conectados na videira, precisamos dar frutos – em tempo de crise, podemos produzir excelentes frutos;

3- Como fruto conectado na videira, há uma promessa de Deus sobre sua vida, “salvação”, essa promessa dispões que em Deus, muito pode se fazer.

Em todo o mundo, o evangelho está se espalhando, se propagando, crescendo, florescendo e produzindo frutos. Pessoas ouvem o evangelho e, pela misericórdia de Deus, respondem e são salvas. Mas não para aí. Uma vez que o evangelho é plantado e se enraíza na vida de pessoas, continua crescendo nelas. Suas vidas produzem fruto. Elas crescem em amor, piedade, conhecimento e sabedoria espiritual, para que andem de uma maneira digna de sua vocação, agradando em tudo ao Pai, produzindo fruto em toda boa obra (Cl 1.9-10; 2.6-7).

Diante disso, gostaria de encorajar você, nessa nova série a permanecer conectado na palavra de Deus todos os domingos às 18h00, e juntos possamos nos alimentar como ramos ligados a videira “Jesus Cristo”, e descobrir através da ação do Espirito Santos os belos frutos que podemos dar.

Pr. Felipe Abreu