Aplicando o Evangelho na Vida Devocional

“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. 1Jo.5.14

Você se lembra de algum amigo ou amiga com quem gostava de passar horas conversando sobre qualquer assunto? Talvez você tenha alguém assim hoje mesmo, uma pessoa com quem gosta de estar e falar sobre a vida. Já parou para pensar por que algumas amizades nos oferecem esse prazeroso momento, ao passo que com tantas outras pessoas, temos dificuldades em abrir nosso coração?

Acredito que a grande diferença entre estes dois tipos de amizade é a confiança, ou a falta dela dependendo do caso. O que João está dizendo na conclusão de sua carta é que, se temos a certeza da vida eterna, fundamentada na fé em Jesus, o Filho de Deus, podemos ter um relacionamento com o Pai com a confiança de que podemos nos expressar livremente diante d’Ele.

Isto é o que chamamos de vida devocional, um relacionamento constante com Deus em liberdade, amor e edificação, através da leitura e meditação nas Escrituras, e em oração. Diferente de uma amizade comum, a vida devocional é mais que um momento agradável do dia (ainda que isto esteja certamente incluído no processo), mas algo essencialmente necessário para nós.

Pelo Evangelho, a boa notícia de Jesus e sua obra, aprendemos que não há mais separação entre nós e Deus, Cristo pagou o preço pelo nosso pecado, nos transformando de inimigos para amigos de Deus, sendo assim, não há nada que devemos temer, esconder ou ter dificuldade de expressar diante d’Ele, temos confiança, como diz João, essa é uma das bases da vida devocional.

Se você se sente mal compreendido, solitário, não consegue externar os sentimentos e pensamentos que nutre dentro de si, pare um pouco para pensar no que eu estou lhe dizendo, você tem liberdade e confiança para falar com seu Criador, ouvir sua voz pela Palavra, e pedir, humilde e sinceramente sua ajuda diária. Isto lhe fará não somente se sentir melhor, mas irá mudar sua vida, dar esperança em meio as dificuldades, corrigir seus desvios e santificar suas motivações. Busque hoje mesmo esse relacionamento com Deus e experimente a vida abundante que Ele promete.

Jesus te abençoe! Pr. Eduardo Nunes

Fato Ou Ficção?

​“para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído. Lc.1.4 

 Você já repassou alguma mensagem pelo celular sem saber que era falsa? Hoje em dia isso tem se tornado muito comum, são as famosas “fakenews”, e há muitas delas circulando por aí. Por causa disso, muitas pessoas têm desenvolvido uma atitude de suspeição, de dúvida sobre tudo o que se lê ou ouve através desses meios de comunicação, e a bem da verdade, essa postura é correta quando se trata de informações repassadas para nós, é necessário checar as fontes, pesquisar em sites seguros de notícias antes de passar para frente algum conteúdo digital.

Contudo, quando se trata da fé, essa atitude de dúvida e incredulidade já existe há muito tempo, até mesmo nos dias dos apóstolos e autores sagrados. Lucas sabia que, apesar de muitos relatos que circulavam sobre Jesus, ainda havia muitas pessoas que duvidavam da veracidade deles, por isso, ao introduzir seu evangelho, trata de apresentar as razões pelas quais devemos crer nas boas novas de Jesus.

Primeiramente ele nos diz que devemos crer no evangelho por seu testemunho histórico. Lucas fala aqui de suas fontes, de onde vêm essas notícias? Qual é sua origem? E ele nos responde dizendo que o evangelho pode ser confirmado pelas testemunhas oculares e ministros da palavra, isto é, nos dias de Lucas, havia ainda um grupo de pessoas que viram o ministério de Jesus, e podiam dizer sobre a veracidade dos fatos. Hoje essas testemunhas oculares já estão mortas, mas a força do argumento de Lucas nos dá convicção de que o evangelho não é uma lenda, uma mitologia, tudo o que ele diz realmente aconteceu.

Lucas também apresenta seu método de pesquisa, e nos ensina que podemos crer no evangelho por seu compromisso com a verdade. O evangelista fez uma pesquisa pessoal, diz que fez uma acurada investigação sobre esses fatos, o médico se tornou historiador, um investigador em busca da verdade. O evangelho não é uma ideologia ou uma bandeira, ele é a verdade, nosso compromisso não é defender o que nos interessa, mas nos submeter a verdade de Deus revelada em seu Filho, para que ela nos ilumine e nos firme no verdadeiro Caminho.

Finalmente, Lucas nos diz que o evangelho deve ser crido por seu apelo a consciência. Este é o objetivo de Lucas, que seus leitores tenham plena certeza da verdade, não é uma mensagem transmitida em corrente, não é algo frio e impessoal, mas algo que vem do nosso coração, que cremos, vivemos e compartilhamos. Devemos crer no evangelho porque ele nos transforma, molda e confronta para que sejamos a imagem do Filho de Deus. Que essa certeza fortaleça seu coração nos momentos de dúvida e te ajude a permanecer no verdadeiro Caminho.

Jesus te abençoe. Pr. Eduardo Nunes

 

Compreendendo o evangelho

“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo” Filipenses 3.7 

É bem comum, ver uma criança perder total interesses pelos muitos brinquedos que já possuí, quando ganha outro brinquedo novo. Para a tristeza (para não dizer falência) dos pais as crianças se cansam de seus presentes bem mais rápido que desejamos, e a alegria que irradiam quando ganham um presente logo se dissipa no passar dos dias.

As coisas não mudam muito quando ficamos mais velhos, sonhamos, trabalhamos e conquistamos diplomas, empregos, carreiras, famílias, bens, para tão logo, mergulhados em monotonia, corrermos atrás de outros “brinquedos” mais interessantes. Este é um ciclo natural de muitas vidas, andamos buscando algo que nos satisfaça, nos complete, nos dê sentido na vida, mas fatalmente descobrimos que quanto mais tentamos tapar esse buraco na alma com as coisas desse mundo, maior ele fica, até que um dia devora nossa alegria e vigor.

O evangelho é a boa notícia de que há sim, algo incomparável, grande o suficiente para preencher nosso vazio, belo o suficiente para nunca deixar de arrebatar nosso coração, algo que, quando ganhamos, todo o resto perde o valor e jamais nos casaremos de nos deleitar nele, sim! Existe algo assim, ou melhor, alguém, Jesus. Paulo teve muitas glórias e honras desse mundo antes de Cristo, mas nenhuma delas tinha o poder de preencher sua alma, ele tinha tudo o que poderia desejar, mas ainda assim estava perdido, mas se encontrou em Jesus (Fp.3.9a).

Compreendemos o evangelho quando percebemos que todo o lucro desse mundo não pode se comparar com a preciosidade de Cristo em nós. Todos os tesouros desse mundo podem ser tirados de você, sua beleza, juventude, títulos, bens, saúde, etc. Mas, o que Jesus te oferece nada nem ninguém pode tirar de você, a redenção de uma vida perdida, a abundância de uma vida satisfeita n´Ele e a eternidade de uma vida que será sustentada por Ele na restauração de todas as coisas. Creia nesse evangelho, sirva a Jesus e descubra o verdadeiro tesouro que de Deus para você.

Jesus te abençoe! Pr. Eduardo Nunes

Conectados na Videira

Nessa nova série de pregações, a figura da videira era bem conhecida como um simbolismo de Israel. Isaías, Jeremias e Ezequiel usaram o mesmo simbolismo para demonstrar que o Senhor havia plantado uma videira (Israel) e esperava que desse bons frutos, mas essa videira havia se degenerado e, nesse estado, fora rejeitado por Deus.

Cristo aplica a si mesmo a figura da videira, afirmando que os tempos messiânicos haviam chegado. Ao declarar “Eu sou a videira” ele estava pondo a descoberto o fracasso de Israel em cumprir sua missão, tendo-se transformado numa videira seca, sem vida. Num certo sentido, o Israel verdadeiro passaria a ser representado pelos cristãos, gentios e judeus, um Israel espiritual, nascido não segundo a carne. Isso não exclui uma futura redenção de Israel (Rm 11).

Nos vv. 2-6, Jesus apresenta o Pai como o agricultor e aquele que limpa os ramos para produzirem frutos de boa qualidade. Os ramos precisam estar ligados ao tronco, sendo alimentados por ele para se manter vivos. Sem mim, nada podeis fazer, afirma Jesus. Os ramos secos, isto é, os cristãos que não se alimentam espiritualmente através de uma comunhão constante com Cristo perdem a capacidade de produzir frutos, tornando-se inúteis.  Isso nos faz refletir em três lições importantes:

1- Precisamos entender nossa missão como igreja em tempos de crise;

2- Como ramos conectados na videira, precisamos dar frutos – em tempo de crise, podemos produzir excelentes frutos;

3- Como fruto conectado na videira, há uma promessa de Deus sobre sua vida, “salvação”, essa promessa dispões que em Deus, muito pode se fazer.

Em todo o mundo, o evangelho está se espalhando, se propagando, crescendo, florescendo e produzindo frutos. Pessoas ouvem o evangelho e, pela misericórdia de Deus, respondem e são salvas. Mas não para aí. Uma vez que o evangelho é plantado e se enraíza na vida de pessoas, continua crescendo nelas. Suas vidas produzem fruto. Elas crescem em amor, piedade, conhecimento e sabedoria espiritual, para que andem de uma maneira digna de sua vocação, agradando em tudo ao Pai, produzindo fruto em toda boa obra (Cl 1.9-10; 2.6-7).

Diante disso, gostaria de encorajar você, nessa nova série a permanecer conectado na palavra de Deus todos os domingos às 18h00, e juntos possamos nos alimentar como ramos ligados a videira “Jesus Cristo”, e descobrir através da ação do Espirito Santos os belos frutos que podemos dar.

Pr. Felipe Abreu