Manter a esperança enquanto caminha – 1 Ts 5.12-22

Findando a nossa série de sermões neste domingo: Caminhando para a Nova Jerusalém, nas pregações, a palavra: esperança, foi fundamental nos títulos das pastorais e muitas vezes proferidas nos sermões de domingo. Sua definição no dicionário nada mais é do que: sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; fé. Sabemos que em tempos de crise, a esperança no evangelho e da vinda da Nova Jerusalém “retorno de Cristo”, são promessas que devemos nos apegar.

Enquanto esperamos, confiamos, há sempre algo a ser melhorando em nossa igreja. O apostolo Paulo em sua carta aos Tessalonicenses, no capítulo 5.12-22, traz para a igreja, seis recomendações importantes a serem observadas pela igreja enquanto caminha, sendo que posteriormente nos vv. 1-11, ele retrate dessa Nova Jerusalém, “retorno de Cristo”.

Quanto as recomendações o apostolo expõe as seguintes observações para a igreja:

O relacionamento entre líderes e liderados:
• O que os líderes devem fazer;
• O que os líderes devem receber dos liderados;
• A marca que deve existir entre líderes e liderados: a paz.

O acolhimento e a cura:
Os membros que toda igreja tem: (v.14)
• Indisciplinados;
• Desanimados;
• Fracos
• “todos”

Como curar cada tipo de membro (v.14)
• Aconselhar
• Consolar
• Amparar
• Ter paciência

A solução de conflitos entre irmãos (v. 15)
• Reação: não retribua ofensa com ofensa;
• Ação: espalhar a bondade intencionalmente.

A vitalidade da igreja (v.16-18)
• Deve ser uma igreja cheia de alegria;
• Deve ser uma igreja intercessora;
• Deve ser uma igreja cheia de gratidão.

O relacionamento com o Espírito Santo (v. 19-20)
• Não apaga o Espírito nem despreza as profecias;
• Abre-se para a ação do Espírito com discernimento e desejo de obedecer.

O cuidado em fazer o melhor (v. 21-22)
• Evitar o mal.

Talvez estejamos diante do texto mais difícil da Bíblia, não no sentido de interpretação, mas de dificuldade prática diante das recomendações do apostolo; como ser paciente com os outros (v.14). Queremos que todos sejam bondosos e pacientes em relação a nós, mas como é difícil ter essa atitude para com os outros!

Alegra-se sempre (v.16), não importam as circunstâncias. Como é difícil dar graças a Deus nas horas ruins! Como é difícil admitir que ele é Senhor também nas nossas derrotas.

Orar sem cessar (v. 17), ou seja, viver em oração, nada fazer sem orar, fazer todas as coisas debaixo da oração.

Não apagar o Espírito (v. 19), fugindo e todas as manifestações do mal em nós e permitindo que o Espírito Santo tome conta de cada área de nossa vida.

Por isso, gostaria de encorajá-lo a manter sua esperança, “fé”, em Cristo Jesus, diante dos vários obstáculos em nossa caminhada para a Nova Jerusalém.

Pr. Felipe Abreu

 

Como ser uma voz em meio a multidão

Diante de tantos recursos de comunicação do século XXI, dentre tantas vozes, parece impossível ter uma voz em meio a multidão. Todavia, quando a voz é Deus, ela é ouvida.

Em 2 Reis 5.1-8, encontramos uma jovem com todos os motivos para se manter em silêncio. Ela foi tomada da sua família, levada da sua terra e feito escrava pelo comandante da Síria, Naamã, herói de guerra, porém, leproso. Embora tivesse razões para não se importar com Naamã, a jovem demonstra compaixão ao falar de Deus.

Uma voz em meio a multidão aproveita as oportunidades

Foi exatamente o que a jovem fez, ela aproveitou o momento certo para falar de Deus. Ao falarmos de Deus para aquele que necessita ouvir acerca dele, não devemos nos preocupar se Deus, ou como Deus fará alguma coisa a respeito. Contudo, cabe a nós somente falar, pois, a ação seguinte pertence a Deus.

Portanto, quando tiver oportunidade de falar de Deus para alguém, simplesmente fale e descanse em Deus.

Uma voz com a verdade faz ressoar a esperança

Após falar de Deus para o homem leproso e naturalmente condenado, a jovem levou esperança ao seu coração. Muitas pessoas estão como Naamã, sem esperança. Essas pessoas necessitam apenas que alguém seja um porta-voz para dizer que “Deus pode fazer”. Então diga: “Deus faz”.

Sendo assim, o cristão é chamado a fazer ressoar a esperança para quem está perdido em sua angústia, seja ela qual for. Apenas lembre-se, Deus faz!

Uma voz em meio a multidão gera fé inabalável

Após conhecer o poder de Deus, Naamã está convicto de que não existe outro Deus senão o Deus de Israel. Isso aconteceu porque uma jovem foi uma voz em meio a multidão.

Por isso, sempre proclame a Deus, para que as pessoas vejam e tremam na presença do Todo-Poderoso. Como visto, aquele que não conhecia a Deus passou a declarar que o Deus de Israel é o verdadeiro. E, assim, Naamã deu testemunho da sua fé.

Portanto, abra a sua boa em meio a multidão. Não fique em silêncio, apenas diga: “Deus pode”. Muitas pessoas estão confusas em meio a tantas vozes, mas quem conhece a verdade deve anunciá-la para que outras pessoas possam ouvir.

Seja uma voz de Deus em meio a multidão!

Sem. Ednardo Guimarães

A piedade como instrumento para a Nova Jerusalém

A palavra grega traduzida por piedoso – ósios – significa agradável a Deus, possuidor de autêntica santidade. Russell Shedd afirma que “a primeira exigência de um líder cristão é santidade”. E isto não é tão fácil para o líder como pode parecer.

Mesmo consciente de que sem santificação “ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14), ele pode não buscá-la.

O líder corre o risco de apontar um caminho com suas palavras e seguir outro bem diferente em sua vida pessoal. E isto aniquila qualquer ministério, pois “não deve existir separação entre o coração, o caráter e a vida de um homem que é chamado para proclamar a Palavra de Deus e o conteúdo da mensagem que proclama.” Spurgeon fez uma séria advertência aos pastores de sua época que, certamente, é válida para os pastores, presbíteros e líderes de nossa época:

Caros irmãos, rogo a vocês que deem a maior importância à sua santidade pessoal. Vivam para Deus. Se não, o Senhor não estará com vocês; Ele dirá de vocês o que disse dos falsos profetas antigos: “Eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor”. Vocês podem pregar excelentes sermões, mas se não forem santos em suas vidas, nenhuma alma será salva. É provável que não concluam que a sua falta de santidade é a razão de sua falta de sucesso. Culparão o povo, culparão a época em que vivem, culparão tudo, menos a si próprios; entretanto é aí que está radicado o mal todo.

Outro grande risco que corre aqueles que ministram ao povo de Deus é a banalização do sagrado. Embora consciente de que a Escritura Sagrada é a palavra de Deus, o líder corre o risco de lê-la como se fosse um livro qualquer.

Ser piedoso significa, também, viver na dependência do Senhor. O líder deve ter:

• Uma vida devocional bem disciplinada;
• Uma vida com leitura bíblica diária;
• Uma vida de oração, e uma constante busca de comunhão com Deus.

Vida pessoal piedosa, vida espiritual vibrante e um ministério orientado por Deus são condições essenciais para o verdadeiro êxito no chamado de um líder para a Nova Jerusalém.

Pr. Felipe Abreu

O prazer de servir a caminho para a Nova Jerusalém – Sob Tua direção – Josué 24.13-25

No livro de Josué, o próprio, Josué, vai nos ensinar, o prazer de servir e permanecer nos caminhos do Senhor mantendo um vigor, mesmo diante de sua idade já avançada, (Js 14.10-11).

Permanecer convicto nas promessas da terra prometida, a Nova Jerusalém; fazer com que as verdades de Deus e os padrões bíblicos permaneçam os nossos padrões enquanto caminharmos, mesmo sendo esse um problema que Josué enfrentava com o povo de Deus: O padrão bíblico em comparação aos nossos padrões.

A obediência de Deus é colocada na Bíblia como uma radicalidade. Por exemplo: escolha hoje a quem você deseja servir (v.15). Nós, no entanto, “douramos” essa obediência. Há diferença entre a “dureza” do Deus da Bíblia (v.19-20) e a suavidade do “nosso” padrão.

O texto de Josué, vai nos advertir para alguns equívocos a serem evitados durante essa peregrinação para a Nova Jerusalém sob a direção de Deus e acertos que devemos permanecer.

1- Equívocos que precisamos evitar:

  1. O trabalho que precisamos ter no Senhor é uma decorrência da consagração (v.14). Não é possível uma pessoa consagrada não servir ao Senhor. A oração demanda serviço, mas serviço não gera consagração. A consagração não está associada a projetos, nem a ter tempo, mas a temer ao Senhor.
  2. O tempo gasto fora do reino de Deus é uma forma de idolatria (v.20). A idolatria, no AT, era trocar Deus por outros deuses. Infelizmente nós matamos os deuses, mas os substituímos por coisas tangíveis. Idolatria é muitas vezes dedicar ao vazio. Quando nos colocamos no centro do processo, nosso trabalho é idolatria ou egolatria.
  3. Tendemos a fraquejar, embora tenhamos prometido consagração total (v.16-17). Fraquejamos ou relaxamos por banalizar o sagrado, vendo Deus como fast-food, “disponível”, todo momento para nos abençoar. Fraquejamos e relaxamos por nos envolver com outras causas.

2- Acertos a serviço de Deus que devemos permanecer:

  1. Sirvamos ao Senhor, com prazer, não como um fardo. A linguagem bíblica pode parecer fardo, mas a escolha era prazerosa. Quando Josué prometeu serviço ao Senhor, ele o fez com alegria. Por isso, podia incluir toda sua família.
  2. Assumamos com coragem e perseverança nossas escolhas. (v.15a, 20-22). Deve ficar claro para nós mesmos qual é a nossa opção: se é uma vida de pecado, ou se o desejo é uma vida de pureza. O que decidirmos, devemos fazê-lo com sinceridade e verdade.
  3. Dedicar ao Senhor nossa vida como forma de gratidão (v. 17-18). A vida cristã é um dom de Deus (v.13). Afirmamos a cada dia que Deus nos dá tudo, mas não vivemos como se acreditássemos nessa verdade. Nossa disposição para o serviço é uma reação a essa dádiva.
  4. Aprendamos a tornar Deus exclusivo em nossa vida (v. 23-24).

Podemos concluir, que há um convite a servir o Senhor (v.15b). Convite à parceria, que é o verdadeiro convite do texto, já que o povo estava para entrar na terra prometida e precisava ser fiel a Deus.

Gostaria de lhe convidar, hoje, a abandonar tais práticas equivocadas e permanecer firmes no serviço ao Senhor de forma: verdadeira, sincera e íntegra; tendo a Sagradas Escrituras como uma verdadeira fonte de inspiração, convicto do prazer em servir ao Senhor para renovar nossas forças a caminho da Nova Jerusalém sob a direção do Eterno.

Pr. Felipe Abreu

A Esperança da Nova Jerusalém • Sob Tua direção – Fp 1.27-30

A carta do apóstolo Paulo escrita aos Filipenses, constitui uma das 4 cartas da prisão com o objetivo de fortalecer as igrejas a permanecerem firmes no evangelho de Jesus Cristo.

Em sua carta aos Filipenses, Paulo expressa sua gratidão pela a igreja de Filipos e o como eles demonstraram sua unidade do corpo através das doações, contribuições, solidariedade e cuidado para com o apostolo diante de suas necessidades.

Paulo, ao escrever os vv. 27 ao 30, apresenta algumas características fundamentais para que um cristão mantenha a esperança como cidadãos dos céus para a nova Jerusalém:

Comportamento cristão: A maior arma contra o inimigo não é um sermão inspirador nem um livro poderoso, mas sim a vida coerente dos cristãos. Paulo dá a entender que nos, cristãos, somos cidadãos do céu e que, enquanto estamos aqui na Terra, devemos nos comportar de maneira condizente com nossa cidadania. Ao citar que precisamos viver de maneira digna do evangelho, constitui uma chamada única e exclusiva da boa-nova de que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou (1Co 15.1-8). Há somente uma “boa-nova” da salvação; sendo fundamental que seja esse nosso comportamento como cristãos.

Contribuição: Como igreja, precisamos caminhar unidos como um time de atletas onde cada pessoa tem seu devido lugar e incumbência, e se cada um fizer seu trabalho, estará colaborando com os demais. Nem todo mundo pode ser capitão ou artilheiro! O time precisa seguir as regras que se encontram na Palavra de Deus. Seu único objetivo é honrar a Cristo e fazer sua vontade. Se trabalharmos todos juntos, poderemos alcançar esse objetivo, ganhar o prêmio e glorificar ao Senhor. Em outras palavras, Paulo lembra, mais uma vez, de que precisamos ser determinados. Quem vive para Cristo e contribui para o evangelho e pratica o “trabalho em equipe” segundo os princípios cristãos, pode ter alegria na vida, mesmo enquanto combate o inimigo.

Segurança: Nos vv. 28-30, Paulo apresenta dois estímulos a todo cristão:
1- v29 – Mostra que as lutas provam que somos salvos; não somente temos a capacidade de crer em Cristo, mas também sofrer por ele.
2- v30 – Nós fortalecer sabendo que outros passam pelo mesmo conflito; ao lembrar aos filipenses que ele próprio está passando pelas mesma dificuldades que os cristãos de Filipos estão enfrentando mesmo estando a quilômetros de distância.

Assim, viver na esperança da nova Jerusalém sob a direção de nosso Senhor Jesus Cristo, permite que tenhamos alegria em meio a batalha, pois produz um comportamento cristão, contribuição e segurança dentro de nós. Que possamos neste momento experimentar a alegria de trabalhar em equipe de maneira a lutar juntos pela fé do evangelho.

Pr. Felipe Abreu