A Mulher no eterno plano de Deus

Gn.1.27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 

Independente de sua idade, sexo ou posição social, a sua vida já foi tocada positivamente pela vida de uma mulher. Seja no amor de uma mãe, no carinho de uma esposa, na ajuda de uma irmã, no apoio de uma amiga, somos constantemente abençoados por Deus ter planejado a criação da humanidade com o homem e a mulher, dentro de seu eterno propósito.

Deus disse que não era bom que o homem ficasse só (Gn.2.18), o Criador do universo sabia que sua criação necessitava de uma companheira idônea, sem a qual seu maravilhoso plano não seria cumprido. A bíblia nos ensina que a mulher é semelhante ao homem na sua origem, em sua espiritualidade e em seu propósito, é a realidade do pecado que faz com que tantas divisões e injustiças aconteçam repetidamente, contudo, Deus manifesta em sua Palavra o maravilhoso papel da mulher em seu plano redentivo.

Através das Escrituras, vemos Deus chamando e usando poderosamente mulheres que creram em seu poder, foram influentes em sua geração, confiaram nas promessas e não se abalaram em meio as lutas. Deus santifica a vida das mulheres, seu propósito é muito mais digno do que a imagem distorcida que o mundo lhes apresenta, mais do que o valor da beleza externa, Ele restaura sua beleza interior (1Pe.3.3 – 4), mais do que autossuficiência e independência, Ele provê uma vida vitoriosa no exercício da piedade cristã (Lc.10.39), mais que fama e admiração, Ele confia as mulheres a missão de ser mestras do bem para a próxima geração (Tt.2.3 – 5).

Porém, há ainda algo mais belo e significativo que vemos na Palavra de Deus. Ao falar de como a relação do homem com a mulher aponta para a relação de Cristo com a igreja, Paulo diz em Ef.5.32 “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja., o que nos faz entender que, quando Deus nos criou ele já tinha esse plano em mente, de apontar para sua redenção em Cristo, através de nós. As mulheres são chamadas para fazer parte do eterno plano de Deus, refletindo a beleza da união com Cristo em todos os aspectos de sua vida, exalando o bom perfume do Noivo, o honrando e servindo em amor, e glorificando a Deus com sua feminilidade.

Que Deus levante mulheres assim em nossa geração, e que sejamos gratos pelas muitas mulheres que, vivendo para a glória de Deus, tanto nos abençoaram. Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia!

Jesus abençoe. Pr. Eduardo Nunes

ELAS… as mulheres

Escrever sobre ELAS… é escrever sobre os mimos da infância, as descobertas da adolescência, a beleza da juventude, as dúvidas e o cansaço dos 35, a alegria dos 40, a serenidade que vem chegando aos 50.

Escrever sobre ELAS é falar do poder da fragilidade com toda ambiguidade do termo. Então penso sobre um dos movimentos mais poderosos e influenciáveis da história humana, o feminismo.

O feminismo não é um movimento novo, na verdade Jesus já sinalizou um genuíno discurso na história. Jesus tinha um alto conceito das mulheres ao contrário de sua cultura e momento histórico. Toda vez que Jesus se referia a ELAS era com dignidade e respeito.

O feminismo tem se manifestado em três ondas. Neste primeiro movimento a mulher era vista como mulheres e humanas e não deveriam ser julgadas por um padrão masculino. Elas eram conhecidas como feministas maternais. Elas se interessavam em seu papel como mãe, em sua família e na comunidade como um todo.


Na segunda onda do feminismo, o discurso anterior se tornou menos interessante, o foco passou a ser no eu e na sua atuação. O papel de ser mãe foi substituído pelo papel do mercado de trabalho em meados do século XX. Além disso, o discurso neste movimento minimizou o aspecto feminino de sua natureza, aceitaram um padrão masculino e exigiu que a mulher fosse avaliada de acordo com este padrão perdendo muito da sua essência e identidade.

Feministas da terceira onda, tornou-se ativo no final do século XX, passaram a rejeitar os padrões masculino e feminino. Neste movimento tanto homens quanto mulher desaparecem. Surge um novo modelo de uma fusão da sexualidade onde o papel dos gêneros é intercambiável.

Estes movimentos histórico-culturais trazem padrões sutis que aderimos sem notar. E me faz pensar sobre Cristo nos encontrando no ano 2020 e sentando conosco “nos poços das incertezas” e nos conduzindo de volta a essência. Em um movimento de conversão a verdadeira dignidade de sermos a Imago Dei, e particularmente sermos chamadas novamente ELAS.  

Autor(a): Missionária Ieda Silva, adaptado da Tese de Cintia Maglionni, O desaparecimento da Mulher.