Páscoa, um caminho de reconciliação!

“Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.” 2 Co.5.18

Como Deus é capaz de reconciliar consigo o homem?

Em primeiro lugar, porque Jesus fez justiça ao morrer na cruz. Não há reconciliação sem justiça e esta foi feita com Jesus se tornando servo e morrendo no lugar do pecador, daquele que não foi capaz de cumprir sua parte no acordo e precisou ser reconciliado. Este sou eu e você! Nossa condição diante de Deus é tão precária que não há possibilidade de uma reconciliação entre as partes, sendo assim Jesus resolveu por si mesmo.

A reconciliação também é possível porque Deus não leva em conta nosso pecado que anestesiando nossa alma e consciência faz com que vivamos sem dar conta da maneira como estamos vivendo. O pecado está muito além de uma conduta moral, mas ao invés de Deus nos deixar à mercê da nossa própria sorte, assume a nossa dívida, não levando em conta nossos pecados, mas nos reconciliando com Ele mesmo através de Jesus.

Tudo isto é um ministério que fica mais evidente quando nos tornamos embaixadores da reconciliação. Após sermos reconciliado com Deus, assumimos o papel de representar Jesus no processo de se reconciliar com os outros através de um amor que nos constrange e reconcilia o homem pecador com um Deus justo. Este é o ministério da Páscoa, da Reconciliação!

Pr. Lemuel Rodrigues

 

Deus usa igrejas comuns

Ao longo de sua história, a igreja tendeu a se enxergar como extraordinária. Por exemplo, no período medieval, a igreja era um lugar extraordinário à parte do mundo, o sagrado separado do profano, o lugar de salvação, a detentora dos mistérios do céu.

Uma das principais contribuições da Reforma e do protestantismo em geral tem sido a sua ênfase no aspecto comum da igreja. É bem certo que João Calvino aprovaria a observação de Cipriano que a igreja é a nossa mãe e
que “longe de seu seio, não se pode esperar qualquer perdão dos pecados ou qualquer salvação”, ou como a Confissão de Fé de Westminster ensina: “a Igreja visível […] é o Reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e família de
Deus, do qual não há possibilidade de salvação” (25.2).


A igreja é o lugar normal da graça de Deus. Entretanto, a graça de Deus não vem através de uma exibição extraordinária; em vez disso, Deus usa sua igreja comum para sustentar e nutrir crentes através de ministério,
pessoas e meios comuns.

É importante que o povo de Deus participe de sua igreja cristã comum, dia do Senhor após dia do Senhor, a fim de usar esses meios comuns de graça. E quando nos comprometemos com esta igreja cristã comum, Deus faz coisas extraordinárias. Ele concede misericórdia e graça, ele ilumina nossas mentes e orienta nossas vontades, ele chama eficazmente e justifica, ele santifica seus filhos adotivos, e ele os leva com segurança para seu lar.

Assim, Deus não nos chama para dar o primeiro lugar à conferência, podcast, livro ou revista, que são úteis, porém extraordinárias. Antes, ele nos chama a amar sua igreja cristã, bela, comprada por sangue e comum.

*Por Dr. Sean Michael Lucas