Uma vida longe da Videira é uma vida sem brilho – 1 Sm 4.12-22

A série de pregações, Conectados na Videira, nos faz refletir a importância de estar, sempre, conectados em Cristo Jesus; uma vida desconexa é uma vida sem brilho.

Não diferente disso, a história da morte do profeta Eli e a sucessão de acontecimento antes de sua morte e após sua morte, nos leva a conectar ao termo: Icabode “A glória se foi de Israel”, declarado por sua nora após a morte do seu marido, Fineias na guerra.

A mães de Icabode simboliza as pessoas cuja vida está sem brilho e desconectada do salvador, achando que Deus não está mais presente. Essa mulher estava parcialmente certa; logo, também estava parcialmente errada. A glória de Deus nunca se afasta de seus filhos, mas estes podem deixar de vê-la.

Quando viu aquela sucessão de fatos (a derrota na guerra, a tomada da arca, a morte do sogro, a morte do marido e o parto prematuro), ela concluiu que Deus tinha se afastado da vida do seu povo e da sua também. No entanto, em seu equívoco, podemos perceber um legado de valor:

  1. Ela nos adverte para o preço do pecado, quando dá o nome a seu filho; Icabode.

Essa é uma lição que precisamos aprender: se pecamos, precisamos ter coragem de admitir que não estamos em comunhão com Deus. Seu sogro, Eli, e seu marido, Fineias, pecaram. Por causa do pecado deles, e a falta de repreensão por parte do profeta Eli, a nação sofreu, a família padeceu.

  1. A mãe de Icabode teve coragem para admitir o erro.

Sua coragem nos convida a admitir que nem sempre nossa infelicidade vem por causa dos outros. Muito do nosso sofrimento vem do pecado, com isso deixamos de ter comunhão com Deus porque nos desconectamos dele. O pecado acaba sendo uma escolha que podemos e devemos resistir para que o brilho do Espirito Santo não seja ofuscado.

  1. A volta para Deus também é uma escolha.

O povo sabia o que não podia fazer, mas fez. Sabia o que deveria fazer e não fez. Conhecemos os mandamentos de Deus. Nosso problema não tem a ver com o verbo conhecer, mas com o verbo obedecer. Cabe a nós uma única escolha, conectarmos em Cristo Jesus.

Quando lemos a história toda ficamos sabendo que a arca voltou a Siló. Por mais que você tenha se afastado de Deus, a falta de comunhão não é definitiva. A arca pode voltar para Siló a qualquer momento. A “arca” pode voltar para seu coração a qualquer momento. Não perca mais tempo, vá busca-la. Por isso, gostaria de convidar você a ter um tempo com Deus neste exato momento. Separe um tempo onde possa se desconectar da internet, TV, correria por alguns minutos e a conectar-se com o Espirito Santo. Dessa forma, você pode voltar a viver e retomar seu brilho junto a videira.

Pr. Felipe Abreu

Pelas mãos do Pai

Como também no deserto, onde vistes que o SENHOR, vosso Deus, nele vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes, até chegardes a este lugar. Dt.1.31 

Até aqui, onde você está nesse momento, nessa etapa de sua vida, nesse local onde está morando, onde está trabalhando, estudando, em cada momento que você passou, bom ou ruim, por cada dificuldade, até aquelas que pensou que não iria suportar, e por cada conquista e alegrias que te fez sorrir, em cada parte do caminho que te trouxe até aqui para este exato momento, você não esteve só.Nosso Deus não é um Deus ausente, Ele é Pai, e é um Pai presente e tem um olhar bem atento a cada passo que damos.

Moisés usa essa figura universal, o pai, para ilustrar o amor de Deus ao seu povo, de fato, esses primeiros capítulos de Deuteronômio, são uma extravagante declaração do amor de Deus por nós, hora como guerreiro pelejando por nós, hora nos levando pelo deserto como um homem leva seu filho. E como um homem leva seu filho? Depende da idade não é mesmo? Júlia tem quatro anos e eu gosto de passear com ela segurando sua mão, porém, não é esta a exata imagem que o texto nos proporciona aqui, a palavra “levar” utilizada por Moisés na passagem pode ser também traduzida por “levantar”, “erguer”, isto parece mais com o modo que eu levo o Natan, de um ano e meio, ele já sabe andar, mas é mais seguro leva-lo no colo.

Veja que bela imagem Moisés, sob a inspiração do Espírito Santo, está nos proporcionando, no meio de um deserto de provações e grandes desafios, há um Deus carregando seu povo no colo, como um Pai carrega seu filho pequeno. Assim também, em cada momento de sua vida até aqui, há um Deus, que é Pai, levando você nos braços. Isto realmente revela mais do amor de Deus por nós e deve nos inspirar a viver:

  1. Com confiança – pois estamos nos braços do Pai
  2. Com satisfação – pois estamos no melhor lugar do mundo
  3. Com humildade – pois dependemos totalmente d´Ele

Em Jesus podemos ter livre acesso a presença do Pai para que possamos viver a plenitude que Ele tem preparado para nós, então descanse e aprecie a jornada enquanto é sustentado pelas poderosas mãos do Pai. Jesus te abençoe!

Pr. Eduardo Nunes