Estudo 9 – Em cada tentação, podemos experimentar a vida do Espírito

Se eu lhe perguntasse qual foi a última vez em que você experimentou o poder do Espírito, não sei como você responderia. Talvez você pense: “Não tenho certeza se consigo me lembrar de ter jamais realizado um milagre
ou falado debaixo de alguma unção”. Porém, deixados à própria sorte, estaríamos vivendo para nós mesmos em orgulhosa rebeldia contra Deus. Assim, todo o bem que fazemos é feito no poder do Espírito.

Em cada tentação, você pode desfrutar da vida do Espírito. Pode engajar-se na batalha com uma percepção consciente de dependência do Espírito. Pode conhecer o poder do Espírito à medida que resiste à força dos seus desejos pecaminosos. Tudo o que você precisa fazer é dizer “não” ao pecado e “sim” para Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Suspeito que alguns de nós não “sentimos” a obra do Espírito porque não estamos na linha de frente — não estamos na linha de frente da batalha contra o pecado nem da batalha pela missão.

Imagine que esteja dirigindo um pequeno carro, cujo motor mal consegue ultrapassar 50 km/h. Então, certo dia, alguém o presenteia com um carro novo e potente, com um grande motor turbinado. Uma semana depois, você espanta as pessoas ao dizer: “Na verdade, não notei tanta diferença”. Mas elas descobrem que você nunca dirigiu acima de 50 km/h. Você tem este novo carro capaz de acelerar de zero a 110 km/h em três segundos, mas não repara a diferença porque jamais pisou fundo no acelerador. Alguns de nós não “sentimos” o poder do Espírito porque nunca pisamos fundo no acelerador. Não torne a sua vida tão segura ao ponto de nunca ter razão para notar a obra do Espírito.

Como vivemos em comunhão com o Espírito Santo? Dependemos dele. Esperamos que ele opere. Se você deseja ver o Espírito operando em sua vida, então tente fazer coisas que sabe não ser capaz de fazer sem o auxílio dele. Tudo o que fazemos para Deus é feito com o socorro do Espírito, quer sintamos isso quer não.

Mas se você deseja sentir o socorro do Espírito, então tente realizar coisas que pensa estarem acima de suas forças. Não reclame de que Deus não faz nada de emocionante em sua vida se você nunca tenta algo além da sua zona de conforto.

AÇÃO
Assuma algum risco para Deus esta semana.
Pode ser convidar um vizinho para ir à igreja; declarar sua fidelidade a Cristo no seu local de trabalho; oferecer-se para orar com um descrente; ser extravagantemente generoso com o seu tempo ou dinheiro — algo que o faça sentir sua dependência do auxílio do Espírito.

Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela Emanuela está em pé no parquinho, conversando com outras mães enquanto Pedrinho a puxa pela blusa. “Você soube de Roxana? Sabe, a mãe de Jacó? Bem, eu ouvi dizer que…”. Emanuela não soube de nada. Mas quer saber. Um pouco de fofoca para aquecer sua manhã. Um pequeno escândalo para fazê-la sentir-se superior. Ela se aproxima para poder ouvir melhor. “Não”, ela diz a si mesma. “Não se aproxime. É uma má ideia”. Ela retrocede. Era mesmo uma má ideia? Que mal poderia haver em só uma fofoquinha? Aquilo a distrairia naquele dia tedioso. Mas Emanuela pensa na Palavra de Deus. Ela pensa na graça de Cristo que lhe foi dada. Ela quer demonstrar a mesma graça para outros. “Desculpem-me”, ela grita olhando para trás, “preciso ir embora”. Ninguém se dá conta. Estão todas amontoadas em torno do último boato.
Ela sorri. Acabara de dizer não à tentação. Então faz uma retrospectiva de alguns anos atrás. Em sua antiga vida, ela fora conhecida como “a Rainha da Fofoca”. Mas não mais. Não desde que se tornou cristã. É claro que ela ainda é tentada a fofocar. Mas algo mudou. É uma daquelas coisas que não se percebe todos os dias — como o fato de Pedrinho estar crescendo. Ao olhar para trás e relembrar os últimos meses, ela pode ver o Espírito Santo operando em seu coração. “Deus está me mudando”, Emanuela pensa. “Uau!”

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Que perigo você mais corre: o de esperar a glória dos céus agora ou o de esperar muito pouco do Espírito?

• Pense em algumas das maneiras pelas quais você não mais deseja o pecado, bem como algumas das maneiras pelas quais agora deseja agradar a Deus. Cada uma delas é uma obra poderosa do Espírito em sua vida.

• Houve algum momento recente no qual você sentiu a necessidade do auxílio do Espírito? Quais as evidências em sua vida de que você depende de Deus?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

 

Série Uns aos Outros: 1º Degrau

Sabendo que Deus cuida de nós, devemos saber também que Deus cuida através de nós. Ou seja, Deus também te usa para abençoar outras pessoas.

É aqui que entra o nosso novo tema, que é: “Uns aos Outros”.

Estaremos dando seguimento a esse tema, visando justamente, o bem estar dos irmãos na forma física e também espiritual, porquanto, esse é o nosso papel como igreja.

Nessa temática, usaremos a figura de linguagem de degraus, onde cada degrau representa um avanço em nossas atitudes. Alguns degraus são mais fáceis, outros mais difíceis.

Temos dez degraus para subirmos, um degrau a cada semana, então se prepare, puxe o fôlego porque precisamos exercer algumas atividades.

Lembrando que essas atividades não devem ser momentâneas, mas constante.

Nosso primeiro degrau está em 2 Co 13.12. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. 2Co 13.12.  Algumas versões dividem esse versículo em duas partes, usando o verso 12 e 13, outras apenas o verso 12 como descrito aqui.

Qual o significado desse verso tão pequeno? Não se engane com o tamanho do verso, pois ele é mais profundo e intenso do que parece ser. Para entendermos melhor o seu significado, temos que consultar o contexto no qual o seu uso era comum.

No Oriente antigo, a prática de trocar beijos era comum, tanto na sociedade, como na sinagoga e naturalmente permaneceu sendo praticada pela igreja primitiva.

Sabemos que o beijo de cumprimento era costume entre os judeus (existem várias referências no Novo Testamento que mostram isso).

O pai do filho pródigo que o recebeu com um beijo ao regressar para casa (Lc 15.20)

Temos como exemplo ainda, o beijo mais famoso que foi o beijo de Judas. Judas beijou Jesus no Jardim do Getsêmani (Mt 26.48,49) para que os soldados pudesse identificar Jesus.

Nesse contexto, o beijo era tanto um sinal amigável de saudação como uma prova de afeição numa despedida”.

Paulo exorta muitas vezes os cristãos a saudarem-se com o ósculo santo (Rm 16.16; 1Co 16.20; 1Ts 5.26).

Agora que você entende o contexto, vamos trabalhar com a seguinte questão: Onde isso se aplica a nós hoje?

Em primeiro lugar, devemos observar a riqueza das palavras que Paulo usou. “Saudai-vos”, isso significa cumprimento, saudação. Nós temos aqui então, uma ação, atitude de cumprimentar alguém. Então, já sabemos que nós, cristãos, devemos ser cordiais uns com os outros. Inclusive, você já até pode se perguntar se você é cordial. Se for? maravilha! se não? Ainda há tempo pra mudar e ser cortês.

Em segundo lugar, como deve ser esse cumprimento. A resposta pra isso irá depender do seu contexto. Se no seu contexto existe a prática de beijo, então beije, se é a do abraço, então abrace, se é do aperto de mão, então aperte a mão, se é inclinando o corpo, então incline.

Observe uma coisa importante que direi a partir de agora: o valor da ação não está no beijo, ou no abraço, nem no aperto de mão, nem na inclinação do corpo, o valor da ação está na qualidade dessa ação. Essa é a terceira coisa que iremos observar.

Em terceiro lugar, nós temos a qualidade da ação. A nossa ação deve ser santa. Note que Paulo transmite uma saudação: Ele diz: Todos os santos vos saúdam. Devemos cumprimentar com um caráter santo porque estamos sendo cumprimentados por alguém de caráter santo, ou seja, pessoas que pertencem a mesma fé em Cristo.

A santidade é o reflexo da comunidade cristã. O Próprio Deus disse:
Sedes santos porque eu sou santo (1Pe 1.15-16; Lv 11.44; 19.2).

Lembre-se:  Jesus foi traído com um beijo. Esse definitivamente não foi um ósculo santo, mas um ósculo impuro, de infidelidade e falsidade e inimizade contra Deus. Portanto, nós não podemos agir assim com o nosso irmão. Não podemos abraçar, beijar, nem dar um aperto de mão num irmão com esse sentimento traiçoeiro de judas. Devemos desejar o bem e expressá-lo de forma sincera.

Se você ler o contexto da Segunda Carta aos Coríntios, irá perceber que Paulo está combatendo as contendas que há na igreja de Corinto. Na igreja de Corinto havia inveja, distrações, iras, orgulho. O apóstolo está mostrando que isso não é bem-vindo e nem lícito aos cristãos, mas, que, devemos desejar entre nós, sempre o melhor uns para com os outros.

Em 1 Pe 5.14a o apóstolo Pedro menciona que devemos cumprimentar uns aos outros com um ósculo de amor.

Portanto, meus irmãos, para subirmos esse degrau, devemos em primeiro lugar, buscarmos a santidade. Através da santidade, nós expressaremos amor sincero, sem fingimento. A santidade irá definir o adjetivo das nossas ações e nesse caso, o cumprimento aos irmãos.

Antes de cumprimentar alguém, sonde o seu coração e deseje sempre o melhor para o seu irmão. Nada de ciúmes, nada de intrigas, nada de orgulho.

Entre nós deve haver santidade, amor, alegria, respeito, consideração e o querer bem uns aos outros.

Se você colocar isso em prática, estará subindo um degrau nessa caminhada.

Vamos cuidar uns dos outros.

Quero te encorajar, para que você ligue para alguém durante essa semana, converse com essa pessoa e mande um beijo, ou um abraço santo pra ela. Seja sincero no amor de Cristo.

Semana que vem subiremos mais um degrau. Puxe o fôlego e até lá.

Sem. Ednardo Guimarães

Pequenos Grupos (perguntas mais frequentes)

• Por que devo fazer parte de um Pequeno Grupo?

Porque acreditamos que não podemos viver em comunidade sem relacionamentos profundos e é no Pequeno Grupo que temos a oportunidade de dividir a vida com irmãos, abençoando e sendo abençoados.

• Porque os Pequenos Grupos devem se reunir em casas, dias e horários fixos?

Porque queremos proporcionar uma identidade maior para os nosso Pequenos Grupos, facilitando assim o acesso de pessoas novas a esses locais. Lembrando que todos esses (dia, horário e local) são definidos pelo líder do grupo.

• Quais são os objetivos dos Pequenos Grupos?

Os Pequenos Grupos existem para Evangelizar, Confraternizar, Edificar e Servir. O Pequeno Grupo deve ser o lugar onde os irmãos se encontram, os novatos entre nós tenham acesso e seja também uma oportunidade de se levar pessoas que ainda não conhecem a Jesus.

• Os Pequenos Grupos irão se dividir um dia?

Cremos que quando criamos um ambiente favorável para a participação e agregação de pessoas a tendência é que outros comecem a fazer parte, com isso o Pequeno Grupo deixa de ser Pequeno e o que era um pode ser multiplicado em dois, três, facilitando assim o aprofundamento de relacionamentos.

• Como devo escolher o meu Pequeno Grupo?

Você pode optar por um desses critérios: proximidade da sua casa, horário e dia disponível, empatia com o líder ou anfitrião entre outros. O que importa é que seu Pequeno Grupo seja o lugar que você deseja estar.

Participe de um Pequeno Grupo! Não perca essa oportunidade de convivência e crescimento, através da comunhão e da Palavra de Deus!

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