3º Degrau: Edificai-vos uns aos outros.

Estamos indo para o terceiro degrau nessa semana dentro da série uns aos outros.

E já adianto pra vocês que talvez esse seja o degrau mais importante porque ele envolve tudo o que já falamos e também como outros assuntos que estão por vir. E a razão pelo qual estamos subindo os degraus, e a razão é a volta de Cristo.

A base desse degrau está na primeira carta aos tessalonicenses, capítulo 5, versículo 11. “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo”.

Esse versículo está dentro de um contexto escatológico, isso significa que o assunto em torno desse versículo é sobre a volta de Cristo. Isso está mais claro nos versículos 2 e 3 que dizem: “vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. 3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.

A partir do versículo 4, Paulo começa a orientar o seguinte aos irmãos tessalonocenses: já que nós, cristãos, sabemos que o dia do Senhor se aproxima e pode chegar repentinamente, então fiquemos todos atentos, fiquemos todos em alertas. A grande temática dessa passagem é ficar atentos, vigilantes e unidos com Cristo…. é aqui que o versículo 11, entra em cena, onde Paulo diz: Consolai e edificai uns aos outros. Por que devemos consolar e edificar uns aos outros? Porque a vinda de Jesus se aproxima, e devemos estar preparados para esse grande dia. Por isso, é importante cuidarmos da saúde espiritual uns dos outros.

Paulo nos chama a essa responsabilidade mútua. Eu cuido de você e você de mim. Que tipo de cuidado é esse? Um cuidado que nos faça crescer e amadurecer espiritualmente. Por isso que eu disse que esse texto reflete muito os degraus anteriores e os que virão.

Já falamos da importância do cumprimento santo, sincero, verdadeiro para subirmos o primeiro degrau.

Para subirmos o segundo, falamos da importância da confissão, do perdão e da oração.

Todos esses elementos possui um propósito que é revelado no degrau de hoje. É a edificação dos irmãos, é a maturidade cristã sendo colocada em prática, é o cuidado mútuo em ação. Portanto, você tem a responsabilidade de contribuir para o meu crescimento espiritual, assim como eu tenho a responsabilidade para contribui para o seu crescimento espiritual porque Cristo está voltando e não podemos estar envolvidos com intrigas na comunidade cristão e nem afastados dela.

Devemos estar unidos, aguardando vigilantemente a volta de Cristo e zelando espiritualmente dos irmãos enquanto aguardamos essa volta do Senhor para que ninguém seja achado falho, fraco na fé.

Agora, quero te propor outra tarefa para essa semana.

Ligue para as pessoas do seu pequeno grupo. Procure saber como elas estão espiritualmente. Todo mundo ligando pra todo mundo. Vamos cuidar uns dos outros porque Cristo está voltando e devemos ser achados por ele em santidade. Devemos ser achados como cristãos alertas.

Em resumo, devemos todos estar preparados para a vinda de Cristo. Então a pergunta agora é a seguinte: todas as pessoas da comunidade da fé, todos do seu Pequeno Grupo estão preparados para encontrar com Jesus??

Vamos nos consolar nesses dias difíceis e vamos nos edificarmos para o encontro com Cristo.

Com essas palavras, encerramos mais uma reflexão,  até a semana que vem para subirmos mais um degrau.

Sem. Ednardo Guimarães

Manter a esperança enquanto caminha – 1 Ts 5.12-22

Findando a nossa série de sermões neste domingo: Caminhando para a Nova Jerusalém, nas pregações, a palavra: esperança, foi fundamental nos títulos das pastorais e muitas vezes proferidas nos sermões de domingo. Sua definição no dicionário nada mais é do que: sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; fé. Sabemos que em tempos de crise, a esperança no evangelho e da vinda da Nova Jerusalém “retorno de Cristo”, são promessas que devemos nos apegar.

Enquanto esperamos, confiamos, há sempre algo a ser melhorando em nossa igreja. O apostolo Paulo em sua carta aos Tessalonicenses, no capítulo 5.12-22, traz para a igreja, seis recomendações importantes a serem observadas pela igreja enquanto caminha, sendo que posteriormente nos vv. 1-11, ele retrate dessa Nova Jerusalém, “retorno de Cristo”.

Quanto as recomendações o apostolo expõe as seguintes observações para a igreja:

O relacionamento entre líderes e liderados:
• O que os líderes devem fazer;
• O que os líderes devem receber dos liderados;
• A marca que deve existir entre líderes e liderados: a paz.

O acolhimento e a cura:
Os membros que toda igreja tem: (v.14)
• Indisciplinados;
• Desanimados;
• Fracos
• “todos”

Como curar cada tipo de membro (v.14)
• Aconselhar
• Consolar
• Amparar
• Ter paciência

A solução de conflitos entre irmãos (v. 15)
• Reação: não retribua ofensa com ofensa;
• Ação: espalhar a bondade intencionalmente.

A vitalidade da igreja (v.16-18)
• Deve ser uma igreja cheia de alegria;
• Deve ser uma igreja intercessora;
• Deve ser uma igreja cheia de gratidão.

O relacionamento com o Espírito Santo (v. 19-20)
• Não apaga o Espírito nem despreza as profecias;
• Abre-se para a ação do Espírito com discernimento e desejo de obedecer.

O cuidado em fazer o melhor (v. 21-22)
• Evitar o mal.

Talvez estejamos diante do texto mais difícil da Bíblia, não no sentido de interpretação, mas de dificuldade prática diante das recomendações do apostolo; como ser paciente com os outros (v.14). Queremos que todos sejam bondosos e pacientes em relação a nós, mas como é difícil ter essa atitude para com os outros!

Alegra-se sempre (v.16), não importam as circunstâncias. Como é difícil dar graças a Deus nas horas ruins! Como é difícil admitir que ele é Senhor também nas nossas derrotas.

Orar sem cessar (v. 17), ou seja, viver em oração, nada fazer sem orar, fazer todas as coisas debaixo da oração.

Não apagar o Espírito (v. 19), fugindo e todas as manifestações do mal em nós e permitindo que o Espírito Santo tome conta de cada área de nossa vida.

Por isso, gostaria de encorajá-lo a manter sua esperança, “fé”, em Cristo Jesus, diante dos vários obstáculos em nossa caminhada para a Nova Jerusalém.

Pr. Felipe Abreu