Estudo 4 – Em cada dificuldade, podemos experimentar o aperfeiçoamento do Pai

Enxergar as tribulações como disciplina de Deus é revolucionário e tem o poder de transformar nossa postura diante do sofrimento.
• Em cada dificuldade, podemos desfrutar do amor do Pai
• Em cada tribulação, podemos desfrutar do aperfeiçoamento edificação do Pai

Deus nos disciplina para depurar nossa fé, afastar-nos dos ídolos, sacudir nossa autoconfiança, demonstrar seu poder e nos dirigir no caminho para o céu. Acima de tudo, ele nos disciplina para que voltemos nossas costas das fontes vazias de alegria para encontrarmos verdadeira alegria nele.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Como devemos responder às tribulações em nossa vida? Hebreus 12.5 nos dá duas respostas: “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado”.

1. Não menospreze a disciplina do Senhor Menosprezamos a disciplina de Deus quando falhamos em ver a sua mão em nossa tribulação. Com demasiada frequência, enxergamos a tribulação como um problema a ser resolvido, ou um fato da vida a ser suportado, ou um desastre sem nenhum propósito. Mas o versículo 7 diz: “Suportem as dificuldades, recebendo-
as como disciplina” (NVI). Em outras palavras, quando a tribulação vier, pense nela não apenas como uma dificuldade, mas também como uma disciplina. Receba-a como uma dádiva de Deus. Leve-a a sério como uma oportunidade de crescimento.

2. Não desmaie ao ser reprovado Quando enfrentamos dificuldades, é fácil presumir que Deus nos abandonou — que ele não se importa ou desistiu de nós. Assim, não se esqueça “da exortação que, como a filhos, discorre convosco” (v. 5). O autor aos Hebreus está dando uma maneira diferente de interpretar as evidências. Aquele bebê chorando, o chefe abusivo ou o relacionamento quebrado são sinais do envolvimento de Deus em nossa vida. “O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (v. 6). “Deus vos trata como filhos” (v. 7). A disciplina de Deus em nossa vida é um sinal de que somos “filhos legítimos” (v. 8; NVI).

Uma última palavra: tente comigo este exercício intelectual. Feche seus olhos e imagine estar no banco do passageiro de um carro que é dirigido sob péssimas condições de trânsito. A chuva cai, há um fluxo intenso
de veículos e está escuro lá fora. Há alguns anos, eu sofri uma aquaplanagem exatamente nessas condições, o carro girou cento e oitenta graus e eu fiquei virado na contramão. Eu estava bem nervoso. E quanto a você? Você se sente seguro? Obviamente, a resposta depende de quão cauteloso e competente é o seu motorista. Sendo assim, pense em si mesmo sendo conduzido nos braços do seu Pai celeste. A jornada é a sua vida. Ao longo da vida inteira, você está protegido nos braços de seu Pai. E ele é o motorista mais cauteloso e competente que existe.

Feche seus olhos de novo e volte ao seu carro imaginário sendo conduzido pela chuva. Atente para os barulhos ao seu redor: o ruído dos pneus na pista, a água espirrando ao passarem outros carros, talvez o rangido do limpador do para-brisa. Pense nesses barulhos como uma espécie de casulo no qual você está protegido, uma espécie de para-choque do mundo. E, então, substituta aquele barulho por um senso da presença de Deus. Embora a estrada possa ser esburacada em alguns momentos, podemos confiar que ele nos levará em
segurança até o nosso lar na glória.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, quando algo der errado, ore: “Meu Pai, obrigado por isto. Por favor, usa isto para tornar-me mais parecido com Jesus”.

Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela Marcos chega à estação e descobre que o seu trem foi cancelado. Agora, uma quantidade dobrada de passageiros abarrota o trem seguinte e Marcos tem de ir em pé. Ele perde as esperanças de conseguir ler seu livro. O cara ao seu lado claramente nunca ouviu falar em desodorante. Os próximos quarenta minutos não serão nada agradáveis.

“Talvez Deus pense que eu preciso aprender algo sobre paciência”, Marcos diz para si mesmo. “Ou talvez ele esteja me dando este tempo para refletir sobre o sermão de ontem”. “Meu Pai”, sussurra Marcos, “obrigado por este trem. Não faço ideia de qual seja o teu propósito em tudo isto. Mas, por favor, usa-o para me tornar mais parecido com Jesus”.

Nesse mesmo instante, Emanuela está enxugando o leite no chão da cozinha. Samuel e Jaime estão brigando por causa de meias. E o pequeno Pedrinho… Onde está Pedrinho? Emanuela ergue os olhos e vê a caixa de cereal sendo derrubada da mesa da cozinha. “Como um dia pode ser arruinado tão rapidamente?”, ela pensa.

“Mas Deus ainda é bom”, ela diz a si mesma. “Pai, eu te agradeço por meu dia — muito embora ele não tenha começado tão bem quanto eu esperava. Dá-me a força para manter a calma. E, por favor, usa este dia para me tornar mais parecida com Jesus”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Pense sobre a sua experiência de ser disciplinado pelo seu pai terreno. Como você acha que isso afeta sua visão da disciplina de Deus?
• Você consegue olhar para trás e lembrar-se de momentos em que Deus usou a tribulação para torná-lo mais semelhante a Jesus?
• O que significa menosprezar a disciplina de Deus? O que significa desmaiar na alma? Como podemos nos proteger dessas atitudes?
• Ao enfrentarmos o sofrimento, é comum nos perguntarmos: “O que devo fazer?”. Todavia, aceite o desafio de reformar a sua resposta ao perguntar-se: “O que Deus quer que eu aprenda?” ou “Como Deus quer que eu seja mudado?”

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel