Estudo 8 – Em cada Ceia, podemos experimentar o toque do Filho

1 Coríntios 10.16 implica que a Ceia do Senhor é um ato de comunhão ou participação com Cristo. É um ato relacional. Comunhão é um convite à amizade com Cristo: um chamado a desfrutar da presença de Cristo e
experimentá-la.

Cristo de fato está presente ao tomarmos a comunhão. Ele está lá para nos assegurar o seu amor, sua proteção, seu compromisso. O pão e o vinho são sinais físicos de sua presença espiritual. Mas Cristo não está presente conosco em todo tempo, pelo Espírito, como prometeu (Mt 28.20)? Sim. Porém, em sua bondade, sabendo quão fracos somos, quão golpeados pela vida podemos ser, Deus nos deu pão e vinho como sinais físicos da sua presença.

COLOCANDO EM PRÁTICA
No catolicismo romano, o pão é chamado de “hóstia” porque supostamente “hospeda” a presença física de Cristo. Porém, de fato, o próprio Cristo é o hospedeiro ou anfitrião. Ele é o anfitrião que nos convida a comer com ele à sua mesa. As pessoas que servem são o modo de Jesus tomar o pão da mesa e pôr em suas mãos.

Pense dessa forma. Ao tomar o prato ou receber o pão em suas mãos, pense consigo mesmo: “O próprio Jesus está me dando este pão. Ele é o anfitrião desta refeição. Isto é uma dádiva dele. É um sinal do seu amor. É o seu beijo”.

AÇÃO
Ao tomar a comunhão, imagine-se recebendo o pão e o vinho como das próprias mãos de Jesus, como sinal do seu amor.
Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela
Ontem, Deus parecia tão presente para Marcos. Mas hoje… Hoje é diferente. Hoje só há trens superlotados, passageiros suados, uma camisa molhada e o constante vazio deixado pela pequena Rosa. Hoje, Deus é… Quem ele é? Ele não é ausente — Marcos não duvida de que Deus está em todo lugar. Mas Deus também não parece estar de fato presente. Não de uma maneira que Marcos possa tocar ou ver.
“Se eu apenas pudesse tocar em Deus”, pensa Marcos. E, então, ele pensa em como recebeu o pão e o vinho na comunhão, no dia anterior. Havia algo que ele podia tocar. Ali estava a promessa de Cristo em forma física. Aquela era a maneira de Cristo fazer perceptível a sua presença.
Ele pensa no beijo que deu em sua esposa naquela manhã. Na semana anterior, ele recebera uma mensagem de texto dela enquanto estava no trem: “Não ganhei beijo hoje. Ainda me ama? Beijos”. Ele sorriu e respondeu com um emoji. “Assim também serve”, ela respondeu. Foi uma interação bem-humorada, e ele sabia que aquilo importava para ela. Aquele beijo matinal era o sinal do seu amor. Ele pensou no pão mais uma vez.
Eis aqui um sinal do amor de Cristo. Um toque palpável.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Pense de novo na última semana. Houve algum momento em que você sentiu a necessidade de um defensor, fortalecedor, testemunha ou ajudador?

• Que diferença faria se você tivesse olhado por sobre os ombros e enxergado (com os olhos da fé) Jesus presente com você, pelo Espírito?

• Como você enxerga a comunhão? Como você pode considerá-la de modo que ela passe a ter mais significado para você?

• Pense num momento em que um toque amoroso — um abraço, um beijo, um segurar de mãos — tenha significado muito para você. Que diferença faria se você enxergasse a comunhão como um toque amoroso de Jesus?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 7 – Em cada dor, podemos experimentar a presença do Filho

Ao lermos as histórias dos evangelhos, descobrimos não apenas como Jesus era, mas também como ele é agora. Descobrimos não apenas como ele se relacionava com o seu povo à época, mas também como ele se relaciona com o seu povo hoje.

• Àqueles que sofrem com a perda, Jesus diz: “Não chorem” (Lc 7.11–17)
• Àqueles que sofrem com a vergonha, Jesus diz: “Vão em paz” (Lc 7.36-50; 8.42–48)
• Àqueles que sofrem com a ansiedade, Jesus diz: “Não tenham medo” (Lc 8.40-56)

Como Jesus se relaciona conosco? Ele se compadece de nós em nossas fraquezas e se compadece de nós em nossas tentações.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Como experimentamos Cristo? Lembramo-nos de que Jesus ainda possui um corpo humano e ainda se lembra de como é a vida na terra. Jesus sabe como é ser você. A única diferença é que agora ele tem a capacidade de se compadecer com todos aqueles que são seu povo.

Em si mesma, a compaixão de Cristo não muda as circunstâncias que você enfrenta. Mas ela garante que você não precisa enfrentá-las sozinho. Jesus é por você em suas lutas, até mesmo em suas lutas contra a tentação. Ele não olha com desdém, esperando que você estrague tudo. Ele olha com compaixão. Ele sabe como é. Ele entende. Ele é por você.

O puritano William Bridge escreveu: Certifique-se de que você pensa corretamente acerca de Cristo, do modo como ele satisfaz as necessidades de sua circunstância e do modo como ele é apresentado no evangelho […] As Escrituras apresentam a pessoa de Cristo de forma que o tornam muito amável a pobres pecadores:

• Você é acusado por Satanás, pelo mundo ou por sua própria consciência? Ele é chamado o seu Advogado.
• Você é ignorante? Ele é chamado o Profeta.
• Você é culpado de pecado? Ele é chamado Sacerdote e Sumo Sacerdote.
• Você é afligido por muitos inimigos, interior e exteriormente? Ele é chamado Rei, e Rei dos reis.
• Você está em veredas tortuosas? Ele é chamado o seu Caminho.
• Você tem fome ou sede? Ele é chamado o Pão e a Água da Vida.
• Você tem medo de cair e ser condenado no último dia? Ele é nosso segundo Adão, nosso representante, em cuja morte nós morremos, aquele que satisfez tudo o que Deus requeria de nós.

Assim como não há nenhuma tentação ou aflição para a qual não haja alguma promessa especialmente
apropriada, também não há nenhuma circunstância para a qual não haja um nome, um título ou um atributo
de Cristo especialmente apropriado.4
Pense em qualquer desafio que você enfrente ou necessidade que sinta. Então, identifique algum nome,
título ou atributo de Cristo que lhe seja especialmente apropriado, ou uma história dos evangelhos que exemplifique
a atitude de Cristo para com pessoas em condição semelhante à sua.

AÇÃO
Em qualquer luta que enfrentar esta semana, pense em Jesus olhando para você com compaixão (e não com desaprovação).
Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela
Em casa, Emanuela está conduzindo os filhos até a porta. Um, dois, três. Ela se lembra de Rosa. Quatro.
Todos os dias ela se lembra de Rosa, a quarta filha deles, nascida com uma malformação cardíaca e falecida aos três meses. Ausente, contudo sempre presente. Dois anos depois, Emanuela ainda sofre com a perda. É doloroso. Dói até mesmo aqui, na porta de casa. “O tempo vai sarar”, disseram-lhe. Ela sabe que as pessoas estavam tentando ser positivas. Mas ela não quer “ser positiva”. Às vezes, tudo o que ela quer é chorar.
Emanuela pensa em Jesus chorando com Maria após a morte de Lázaro. “Ele não fez um discurso para Maria. Ele apenas chorou com ela. Jesus sabia o que ela sentia. Afinal, Lázaro era seu amigo”. Emanuela pensa nos amigos que choraram com ela. Aquilo fora confortador. Mas as pessoas pararam de falar sobre o assunto.
Ninguém realmente sabe a dor que ela ainda sente. “Ninguém?” Seus pensamentos se voltam de novo para Jesus. Ela estava falando de Jesus como se ele pertencesse apenas ao passado. Ela pensa em Jesus no céu, olhando do alto para aquele lar. Será que Jesus enxerga o seu coração partido? Sim, certamente ele o faz. Será que ele se compadece de Emanuela como fez com Maria? Jesus disse: “Eis que estou convosco todos os dias”. “Não estou sozinha”, Emanuela diz a si mesma, “nem mesmo nesta tristeza que ninguém mais vê”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Imagine Jesus olhando do céu para você. Que expressão você acha que há em seu rosto?

• Considere três histórias dos evangelhos. Em cada uma delas, pergunte a si mesmo: “O que esta história, estas
palavras, este milagre me mostram sobre Jesus e o modo como ele se relaciona com pessoas como eu?”.

• Que situações o fazem sofrer com a perda, a ansiedade ou a vergonha? Que diferença faria ouvir Jesus dizer: “Não chore; vá em paz; não tema”?

• Que aspecto do caráter ou da obra de Cristo se adequa de modo especial às suas atuais preocupações?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 6 – Em cada falha, podemos experimentar a graça do Filho

Como Cristo se relaciona conosco agora? Ele se assenta no céu em nosso favor. Ele é nossa garantia de um lugar com Deus. Sua obra na cruz está completa. Mas ela continua falando. Sua obra fala ao Pai como um sinal
permanente de que o preço do pecado foi pago de modo cabal. E fala a nós, com uma mensagem de conforto quando somos assaltados pela dúvida.

Respondemos ao vermos Jesus no céu em nosso favor. Desistimos de nossas tentativas de removermos nossa própria culpa, estabelecermos nossa própria identidade ou provarmos algo a nós mesmos. Em vez disso, descansamos em sua obra consumada. Seguimos Jesus pela fé e nos achegamos com confiança junto ao trono de Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Experimente o “bendito escambo” de John Owen. Repasse em sua mente o último dia ou semana. Faça uma lista mental de todas as coisas que você deveria fazer, e não fez, e das coisas que fez, e não deveria ter feito. Pense nos seus pecados cometidos em pensamentos, palavras e obras. Então, entregue-os a Jesus. Imagine-os pregados na cruz vazia. Ponha-se aos pés da cruz e diga: “Jesus foi moído pelos meus pecados”. E, enfim, receba dele o amor, a vida, a justiça e a paz.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, separe algum tempo para pensar naquilo que você fez para impressionar os outros.  Então ouça as palavras: “Está consumado”.

Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela
Marcos fecha os olhos de novo e tenta viajar, em sua imaginação, para um lugar bem distante do seu vagão lotado. Ele está prestes a mergulhar nas águas azuis de uma lagoa tropical, quando alguém derrama chá por toda a sua camisa. Ele pragueja, mas, imediatamente, enrubesce. Não apenas porque chá quente escorre por sua barriga, mas porque está envergonhado. “Eu sinto muito. Muito mesmo. É o atraso, o ter de ficar em pé. Eu normalmente não sou tão mal humorado”. A moça, segurando o que sobrara do seu chá, está igualmente envergonhada. “Não, não, a culpa é minha”, ela diz enquanto se espreme entre as pessoas e desaparece.
Ele havia praguejado. Em alta voz. “De onde veio isso?”, ele se pergunta. Mas imediatamente a resposta lhe ocorre: “Do meu coração orgulhoso e egoísta”. Ele pensa no sermão do dia anterior. “Não há nada digno em mim”, pensa, “mas Cristo é mais do que digno”. Ele pensa em Cristo assentado à direita de Deus. “Cristo pôs tudo em ordem”, ele diz. Em alta voz. Algumas cabeças viram-se confusas. Marcos finge tossir. E então ri para si mesmo. Cristo está no céu em seu favor.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• O que você acha desafiador na vida cristã? De que maneira Jesus já efetuou aquilo que ele requer de você?

• Liste tudo o que você faz para receber a aprovação de Deus ou para impressionar outras pessoas… E então faça um grande xis por todo o papel e escreva “Está consumado!”.

• Como viveremos se pensarmos que temos de merecer a aprovação de Deus? Como viveremos se estivermos confiantes de que temos a aprovação de Deus em Cristo?

• Em que situações você fica super ocupado? Quais medos o levam a se ocupar excessivamente? Como o fato de Cristo estar assentado no céu, governando do céu, acalma o seu agitado coração?

Estudo 5 – Em cada oração, podemos experimentar o acolhimento do Pai

Nossas orações nunca são um fardo para nosso Pai. Ele se deleita em nos ouvir e é honrado por nossas orações.

Não devemos pensar na oração como uma tarefa que temos de realizar. Oração é uma maneira de relacionar-se com uma pessoa e de desfrutar de nosso relacionamento com ela. Deus é um Pai amoroso que tem prazer em nos ouvir e a oração é a nossa oportunidade de passar tempo com ele.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Nós oramos a um Pai que ama nos ouvir. Assim, durante a próxima semana, comece todas as suas orações com as palavras “Meu Pai”. Ou, se estiver orando com outras pessoas, “Nosso Pai”. Alguns de vocês começam
suas orações com alguma variação de “Deus” ou “Senhor”. Não há nada de errado nisso. Mas tente isto: com as suas palavras e de coração, comece dizendo “Meu Pai”. Se já faz assim, então tente fazer uma pausa ao dizer
a palavra “Pai”, a fim de realmente apreciar o significado de ser um filho de Deus.

AÇÃO
Cada vez que orar nesta semana, comece dizendo “Meu Pai” ou “Nosso Pai”.
Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela.
Dez minutos depois, Emanuela dá uma mordida na torrada enquanto abre sua Bíblia. Ela lê alguns versículos e então fecha os olhos para orar: “Pai, que Marcos tenha um bom dia no trabalho. Por favor, abençoa…”. E então, Jaime invade o quarto. “Onde está o meu suéter da escola?”. Samuel não faz diferente. “A senhora viu meu dever de casa?”. E Pedrinho… Onde está Pedrinho?
“Sam, você procura o suéter de Jaime. Jaime, você procura o dever de casa de Sam. Eu vou atrás de Pedrinho.” Mais um momento de oração interrompido. Mas Emanuela segue orando enquanto sobe as escadas. “Obrigado, Pai, porque estás sempre aqui, sempre pronto a ouvir, mesmo quando minhas orações são um tanto bagunçadas”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• O que você pensa sobre Deus Pai? Você pensa nele como alguém bondoso?
• Olhe para a Oração do Senhor — a oração que Jesus nos ensinou no Sermão do Monte (Mt 6.9–13). Que diferença faz enxergar cada linha como a petição de um filho ao seu Pai?
• Liste as razões pelas quais alguém pode hesitar em orar a Deus.
• Liste as razões pelas quais, assombrosamente, não precisamos hesitar em orar.

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 4 – Em cada dificuldade, podemos experimentar o aperfeiçoamento do Pai

Enxergar as tribulações como disciplina de Deus é revolucionário e tem o poder de transformar nossa postura diante do sofrimento.
• Em cada dificuldade, podemos desfrutar do amor do Pai
• Em cada tribulação, podemos desfrutar do aperfeiçoamento edificação do Pai

Deus nos disciplina para depurar nossa fé, afastar-nos dos ídolos, sacudir nossa autoconfiança, demonstrar seu poder e nos dirigir no caminho para o céu. Acima de tudo, ele nos disciplina para que voltemos nossas costas das fontes vazias de alegria para encontrarmos verdadeira alegria nele.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Como devemos responder às tribulações em nossa vida? Hebreus 12.5 nos dá duas respostas: “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado”.

1. Não menospreze a disciplina do Senhor Menosprezamos a disciplina de Deus quando falhamos em ver a sua mão em nossa tribulação. Com demasiada frequência, enxergamos a tribulação como um problema a ser resolvido, ou um fato da vida a ser suportado, ou um desastre sem nenhum propósito. Mas o versículo 7 diz: “Suportem as dificuldades, recebendo-
as como disciplina” (NVI). Em outras palavras, quando a tribulação vier, pense nela não apenas como uma dificuldade, mas também como uma disciplina. Receba-a como uma dádiva de Deus. Leve-a a sério como uma oportunidade de crescimento.

2. Não desmaie ao ser reprovado Quando enfrentamos dificuldades, é fácil presumir que Deus nos abandonou — que ele não se importa ou desistiu de nós. Assim, não se esqueça “da exortação que, como a filhos, discorre convosco” (v. 5). O autor aos Hebreus está dando uma maneira diferente de interpretar as evidências. Aquele bebê chorando, o chefe abusivo ou o relacionamento quebrado são sinais do envolvimento de Deus em nossa vida. “O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (v. 6). “Deus vos trata como filhos” (v. 7). A disciplina de Deus em nossa vida é um sinal de que somos “filhos legítimos” (v. 8; NVI).

Uma última palavra: tente comigo este exercício intelectual. Feche seus olhos e imagine estar no banco do passageiro de um carro que é dirigido sob péssimas condições de trânsito. A chuva cai, há um fluxo intenso
de veículos e está escuro lá fora. Há alguns anos, eu sofri uma aquaplanagem exatamente nessas condições, o carro girou cento e oitenta graus e eu fiquei virado na contramão. Eu estava bem nervoso. E quanto a você? Você se sente seguro? Obviamente, a resposta depende de quão cauteloso e competente é o seu motorista. Sendo assim, pense em si mesmo sendo conduzido nos braços do seu Pai celeste. A jornada é a sua vida. Ao longo da vida inteira, você está protegido nos braços de seu Pai. E ele é o motorista mais cauteloso e competente que existe.

Feche seus olhos de novo e volte ao seu carro imaginário sendo conduzido pela chuva. Atente para os barulhos ao seu redor: o ruído dos pneus na pista, a água espirrando ao passarem outros carros, talvez o rangido do limpador do para-brisa. Pense nesses barulhos como uma espécie de casulo no qual você está protegido, uma espécie de para-choque do mundo. E, então, substituta aquele barulho por um senso da presença de Deus. Embora a estrada possa ser esburacada em alguns momentos, podemos confiar que ele nos levará em
segurança até o nosso lar na glória.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, quando algo der errado, ore: “Meu Pai, obrigado por isto. Por favor, usa isto para tornar-me mais parecido com Jesus”.

Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela Marcos chega à estação e descobre que o seu trem foi cancelado. Agora, uma quantidade dobrada de passageiros abarrota o trem seguinte e Marcos tem de ir em pé. Ele perde as esperanças de conseguir ler seu livro. O cara ao seu lado claramente nunca ouviu falar em desodorante. Os próximos quarenta minutos não serão nada agradáveis.

“Talvez Deus pense que eu preciso aprender algo sobre paciência”, Marcos diz para si mesmo. “Ou talvez ele esteja me dando este tempo para refletir sobre o sermão de ontem”. “Meu Pai”, sussurra Marcos, “obrigado por este trem. Não faço ideia de qual seja o teu propósito em tudo isto. Mas, por favor, usa-o para me tornar mais parecido com Jesus”.

Nesse mesmo instante, Emanuela está enxugando o leite no chão da cozinha. Samuel e Jaime estão brigando por causa de meias. E o pequeno Pedrinho… Onde está Pedrinho? Emanuela ergue os olhos e vê a caixa de cereal sendo derrubada da mesa da cozinha. “Como um dia pode ser arruinado tão rapidamente?”, ela pensa.

“Mas Deus ainda é bom”, ela diz a si mesma. “Pai, eu te agradeço por meu dia — muito embora ele não tenha começado tão bem quanto eu esperava. Dá-me a força para manter a calma. E, por favor, usa este dia para me tornar mais parecida com Jesus”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Pense sobre a sua experiência de ser disciplinado pelo seu pai terreno. Como você acha que isso afeta sua visão da disciplina de Deus?
• Você consegue olhar para trás e lembrar-se de momentos em que Deus usou a tribulação para torná-lo mais semelhante a Jesus?
• O que significa menosprezar a disciplina de Deus? O que significa desmaiar na alma? Como podemos nos proteger dessas atitudes?
• Ao enfrentarmos o sofrimento, é comum nos perguntarmos: “O que devo fazer?”. Todavia, aceite o desafio de reformar a sua resposta ao perguntar-se: “O que Deus quer que eu aprenda?” ou “Como Deus quer que eu seja mudado?”

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 3 – Em cada prazer, podemos experimentar a generosidade do Pai

Dar graças é um ato poderoso. Temos muita facilidade em nos concentrar naquilo que nos falta e em nos sentir descontentes. Milhares de anúncios publicitários são elaborados para reforçar esse sentimento, a fim de comprarmos os produtos que eles oferecem. Mas a gratidão redireciona nossos pensamentos das quinquilharias que nos faltam para as bênçãos maravilhosas que já possuímos. O nascer do sol, o canto dos pássaros e a
amizade estão aí, esperando para serem desfrutados e apreciados — tudo sem custo nenhum. Sem falar nas bênçãos que são nossas enquanto filhos de Deus. A chave que destranca esse tesouro de alegria é a gratidão.

Mais importante, a gratidão ergue nossos olhos das dádivas e nos faz ver o Doador. Em outras palavras, a gratidão nos conduz a Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Todas as coisas de que desfrutamos, diz Calvino, são “degraus pelos quais [podemos] subir para mais perto dele [de Deus]”; “Deus”, ele diz, “por meio de seus benefícios, amavelmente nos atrai a si, como que por meio do sabor de sua doçura paternal”. Mas Calvino também adverte: “Não há nada em que mais facilmente caímos do que em esquecê-lo, quando desfrutamos de paz e conforto”.

Pense na semana que passou e relembre-se de todas as boas coisas de que você desfrutou. Identifique cinco coisas pelas quais agradecer. Um número específico o ajudará a pensar com mais afinco em como Deus tem sido bondoso para com você. Imagine cada uma delas sendo-lhe concedida como uma dádiva do seu Pai celeste. Uma maneira de nos relacionarmos com o Pai é receber essas coisas como dádivas dele — e agradecer a ele por elas; buscar respostas de orações; contar às outras pessoas como ele tem nos sustentado; celebrar cada coisa boa como provisão dele.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, lembre-se de algo que faz você feliz e ore: “Meu Pai, obrigado por isto, pois é uma adorável dádiva de tuas mãos”.
Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela
Segunda de manhã. O dia começou muito bem. Ainda levitando pela experiência do dia anterior na igreja, Marcos se senta à mesa para comer um sanduíche de bacon. As crianças brincam tranquilamente na sala de estar. Ele leva um café para Emanuela na cama e a beija gentilmente na bochecha. Lá fora, o sol brilha e os pássaros cantam. Será que a vida poderia ser melhor que isso?

Enquanto Marcos caminha pela rua, ele diz: “Meu Pai, obrigado por aquele sanduíche de bacon. Que delícia! Esta bela manhã é um adorável presente de tuas mãos. Tu és tão generoso! Tu me deste uma ótima igreja e uma bela família. Ajuda-me a ver tua obra ao longo do meu dia. E obrigado pelos pássaros. Mesmo que eu não te louvasse, eles continuariam cantando para a tua glória!”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Como o conhecimento de Jesus muda a maneira como pensamos sobre Deus Pai?
• Ao ver o mundo como um mundo paternal, que diferença isso faz para as suas preocupações? E para os seus prazeres?
• Como a sua atitude mudaria, se você pensasse em si mesmo como o ganhador de um bilhete dourado que lhe desse acesso a um mundo cheio de maravilhas?
• Pense em uma única coisa no mundo que o encha de admiração.

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 2 – Alegria

O cristianismo diz respeito a um relacionamento com Deus, a um relacionamento com Deus que produz alegria.

Eis aqui alguns dos benefícios de deleitar-se em um relacionamento com Deus:
• Deleitar-se em Deus ajuda a vencer a tentação
• Deleitar-se em Deus ajuda a suportar o sofrimento
• Deleitar-se em Deus ajuda a estimular o serviço
• Deleitar-se em Deus ajuda a um testemunho vibrante
• Deleitar-se em Deus ajuda a capacitar para o sacrifício

Contudo… nenhuma dessas coisas é a razão primária para buscarmos um relacionamento com Deus. Buscamos alegria em Deus por causa de Deus, pois ele é a fonte de alegria.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Sempre que estiver sozinho nesta semana, inicie uma conversa com o seu Pai celeste. Isso pode significar que você deverá desligar o som do carro ou largar os fones de ouvido. Ou pode significar que deverá colocar os fones de ouvido, para não se distrair com as conversas no ônibus. Se você tem a tendência de falar consigo mesmo, este exercício não deve ser tão difícil — apenas direcione esse monólogo interno para Deus.

Não importa o que você diga. Apenas converse sobre tudo o que estiver pensando. Fale sobre o dia que começa ou o que findou. Fale sobre o que o deixou empolgado, preocupado ou irritado. Fale com Deus sobre  os seus devaneios. O objetivo é reforçar a ideia de que nós temos um relacionamento de mão dupla com Deus. Em qualquer tempo e lugar, podemos nos relacionar com Deus.

AÇÃO
Sempre que estiver sozinho nesta semana, inicie com o seu Pai celeste uma conversa na qual você falará com ele sobre tudo o que estiver em sua mente.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Você se agrada de Deus? Essa pergunta lhe soa esquisita?
• Como o deleitar-se em Deus ajudou você a vencer a tentação ou suportar o sofrimento? Como isso estimulou seu serviço, testemunho e sacrifício?
• A Bíblia nos ordena a nos alegrarmos. Mas como nos pode ser ordenado algo como ter alegria?
• O que pode significar para você buscar a alegria de outras pessoas em Cristo (como Paulo fez)?
• Como você observou Deus operar na sua vida nas últimas 24 horas?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

 

 

Estudo 1 • Mais

PRINCÍPIOS QUE O AJUDARÃO A DELEITAR-SE MAIS EM DEUS.

1- Deus é conhecido por meio das três pessoas, de modo que nós nos relacionamos com o Pai, o Filho e o Espírito.
2- A nossa união com Deus em Cristo é a base para a nossa comunhão com Deus na experiência.

Eu creio em mais. Mais de Deus. Mais no porvir, é claro, mas também mais no presente. Podemos conhecer mais a Deus. Você pode conhecer mais a Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Quando era jovem, eu costumava praticar rebatidas de bolas na parede. Eu praticava para jogar críquete, mas tenho certeza de que o mesmo treino servia para beisebol ou tênis. Eu jogava uma bola contra a parede e a rebatia com um bastão. Às vezes eu usava um taco próprio para críquete, mas era fácil demais. Então eu testava meus limites, de modo que, quando usasse de novo um taco de críquete normal, conseguisse acertar a bola com o centro do taco. Eu fiz isso muitas e muitas e muitas vezes. Tenho certeza de que enlouqueci a minha mãe.

Cada estudo termina com um pequeno passo que você pode dar. Pense nesses passos como o equivalente a jogar a bola contra a parede. Algumas dessas ações podem parecer um pouco estranhas a princípio. Mas elas irão fortalecer seus músculos espirituais e desenvolver seus instintos espirituais.

Ou pense da seguinte forma. Se você estivesse dirigindo a 120 km/h e, cobrindo o velocímetro, tentasse reduzir para 30 km/h, a que velocidade você de fato chegaria? Para a maioria das pessoas, a resposta seria algo entre 50 e 60 km/h. Dirigir a 120 km/h altera a sua percepção da velocidade “normal”.

Nenhum desses passos é complicado ou difícil. Mas alguns podem parecer um pouco estranhos ou de algum modo intensos. Eles podem parecer com dirigir a 120 km/h. Mas o objetivo é que, ao parar de executá-los de maneira concentrada, sua “velocidade” espiritual normal seja 60 km/h em vez de 30 km/h. Falar com Deus enquanto dirige para o trabalho, por exemplo, pode parecer estranho. E fazer isso durante cada trajeto por uma semana certamente parecerá intenso demais. Mas o esperado é que isso se torne algo mais natural para você. Você descobrirá que falar com Deus é algo muito mais normal, ou pensará em Deus em situações nas quais, antes, você não o teria feito.

A tarefa para este estudo é orar ao Pai, depois ao Filho, depois ao Espírito, todos os dias, por uma semana. No Novo Testamento, a oração é comumente dirigida ao Pai, por meio do Filho, com o auxílio do Espírito Santo. Normalmente, mas nem sempre. Uma vez que orar ao Pai é a norma no Novo Testamento, essa deve ser a norma para as nossas orações. Mas Jesus e o Espírito não são menos Deus do que o Pai e, portanto, eles podem ouvir e responder orações. Embora não haja exemplos claros de pessoas orando ao Espírito na Bíblia, Estevão ora a Jesus em Atos 7.59. Assim, os cristãos, ao longo dos séculos, têm orado também a Jesus e ao Espírito, assim como ao Pai. Um famoso hino do século IX começa assim:

Vem, Santo Espírito, Criador, vem
Do teu resplandecente trono celeste
Vem, toma posse de nossa alma
E faze-as tuas próprias.

Ele foi traduzido pelo reformador Martinho Lutero para ser cantado no Dia de Pentecoste. Semelhantemente, o teólogo puritano John Owen diz: “A natureza divina é a razão e causa de toda adoração; assim, é impossível adorar qualquer Pessoa e não adorar a Trindade inteira”.1 Por isso, ele defende que nós podemos orar ao Filho e ao Espírito. E orar ao Filho e ao Espírito é uma maneira útil de refletir nos seus distintos papeis em nossa vida.

AÇÃO

Durante uma semana, a cada dia, passe algum tempo em oração ao Pai, depois ao Filho, depois ao Espírito. Em cada uma delas, ofereça louvores ou faça petições que estejam peculiarmente relacionadas ao papel específico daquela pessoa na sua vida.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO

• Com qual membro da Trindade você percebe mais fortemente um relacionamento vivo e experimental?

• O que acontece se pensarmos sobre a unidade de Deus sem considerarmos as três pessoas?

• O que acontece se pensarmos nas três pessoas sem considerarmos a unidade de Deus?

• Você se sente intimidado ao falar sobre espiritualidade ou comunhão com Deus? Que conforto você encontra nos princípios da união e comunhão?

• O que  acontece se pensarmos que nossa união com Deus envolve a nossa ação? O que acontece se pensarmos que nossa comunhão com Deus não envolve a nossa ação?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel