Estudo 6 – Em cada falha, podemos experimentar a graça do Filho

Como Cristo se relaciona conosco agora? Ele se assenta no céu em nosso favor. Ele é nossa garantia de um lugar com Deus. Sua obra na cruz está completa. Mas ela continua falando. Sua obra fala ao Pai como um sinal
permanente de que o preço do pecado foi pago de modo cabal. E fala a nós, com uma mensagem de conforto quando somos assaltados pela dúvida.

Respondemos ao vermos Jesus no céu em nosso favor. Desistimos de nossas tentativas de removermos nossa própria culpa, estabelecermos nossa própria identidade ou provarmos algo a nós mesmos. Em vez disso, descansamos em sua obra consumada. Seguimos Jesus pela fé e nos achegamos com confiança junto ao trono de Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Experimente o “bendito escambo” de John Owen. Repasse em sua mente o último dia ou semana. Faça uma lista mental de todas as coisas que você deveria fazer, e não fez, e das coisas que fez, e não deveria ter feito. Pense nos seus pecados cometidos em pensamentos, palavras e obras. Então, entregue-os a Jesus. Imagine-os pregados na cruz vazia. Ponha-se aos pés da cruz e diga: “Jesus foi moído pelos meus pecados”. E, enfim, receba dele o amor, a vida, a justiça e a paz.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, separe algum tempo para pensar naquilo que você fez para impressionar os outros.  Então ouça as palavras: “Está consumado”.

Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela
Marcos fecha os olhos de novo e tenta viajar, em sua imaginação, para um lugar bem distante do seu vagão lotado. Ele está prestes a mergulhar nas águas azuis de uma lagoa tropical, quando alguém derrama chá por toda a sua camisa. Ele pragueja, mas, imediatamente, enrubesce. Não apenas porque chá quente escorre por sua barriga, mas porque está envergonhado. “Eu sinto muito. Muito mesmo. É o atraso, o ter de ficar em pé. Eu normalmente não sou tão mal humorado”. A moça, segurando o que sobrara do seu chá, está igualmente envergonhada. “Não, não, a culpa é minha”, ela diz enquanto se espreme entre as pessoas e desaparece.
Ele havia praguejado. Em alta voz. “De onde veio isso?”, ele se pergunta. Mas imediatamente a resposta lhe ocorre: “Do meu coração orgulhoso e egoísta”. Ele pensa no sermão do dia anterior. “Não há nada digno em mim”, pensa, “mas Cristo é mais do que digno”. Ele pensa em Cristo assentado à direita de Deus. “Cristo pôs tudo em ordem”, ele diz. Em alta voz. Algumas cabeças viram-se confusas. Marcos finge tossir. E então ri para si mesmo. Cristo está no céu em seu favor.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• O que você acha desafiador na vida cristã? De que maneira Jesus já efetuou aquilo que ele requer de você?

• Liste tudo o que você faz para receber a aprovação de Deus ou para impressionar outras pessoas… E então faça um grande xis por todo o papel e escreva “Está consumado!”.

• Como viveremos se pensarmos que temos de merecer a aprovação de Deus? Como viveremos se estivermos confiantes de que temos a aprovação de Deus em Cristo?

• Em que situações você fica super ocupado? Quais medos o levam a se ocupar excessivamente? Como o fato de Cristo estar assentado no céu, governando do céu, acalma o seu agitado coração?

Ajuste o seu foco

Quando você está a procura de algum item nas prateleiras de um supermercado, quando não consegue encontrar seu carro no estacionamento, ou quando não consegue encontrar o caminho de casa, você está precisando ajustar o seu foco. As vezes nossa dificuldade é conseguir concentrar nossa visão em um ponto que é mais importante, para, a partir dele, enxergar os cenário maior.

Quando olhamos para o cântico de Zacarias percebemos que todo seu louvor está conectado com um ponto específico que dirige sua maneira de enxergar a vida e compreender o sentido das coisas. Hoje somos uma geração difusa demais, fazemos, pensamos, assistimos muitas coisas ao mesmo tempo, respondemos as pessoas nos grupos de WhatsApp, lemos o e-mail e trocamos duas ou três palavras com quem estiver perto de nós.

Olhamos em todas as direções, porém, sem encontrar algo que possa dar sentido a todas as coisas, vivemos navegando num oceano digital, mas sem leme, sem vela, sem bússola, sem destino, ao léu, seguindo o fluxo da nova corrente marítima, do novo assunto, da nova moda, da nova “treta” midiática que ocupa a atenção dos comentários gerais.

Contudo, há sim algo no qual podemos nos firmar, há um ponto que devemos nos focar, em Deus e sua obra de redenção. É este o mais importante foco que dá sentido a nossa existência, é isto que Deus está realizando através da obra de seu Filho Jesus, revelando seu caráter e seu plano para nós. Zacarias se foca nisso para declarar seu louvor inspirado pelo Espírito Santo.

Ele focaliza o poder de Deus para resgatar nossa vida das garras do pecado, porque eu e você não podemos nos libertar sozinhos. Ele lembra da fidelidade de Deus em cumprir todas as suas promessas, nos habilitando para o servir todos os dias de nossa vida, saindo das mãos da tirania do pecado para sermos propriedade do bondoso Rei. Ele exalta a misericórdia de Deus em abrir nossos olhos para a terrível realidade do nosso pecado, oferecendo nova vida, luz e direção no caminho da paz.

Se você tem se sentido perdido, desmotivado, como se nada fizesse sentido para você, talvez hoje você precise ajustar seu foco para Cristo e sua redenção, confiando no poder de Deus e não em sua própria força, seguro em sua fidelidade que te capacita para encontrar seu propósito em servi-lo e descansando em sua misericórdia que te guia no caminho da paz. Que seu foco esteja nessa maravilhosa redenção.

Jesus te abençoe! Pr. Eduardo Nunes

Estudo 5 – Em cada oração, podemos experimentar o acolhimento do Pai

Nossas orações nunca são um fardo para nosso Pai. Ele se deleita em nos ouvir e é honrado por nossas orações.

Não devemos pensar na oração como uma tarefa que temos de realizar. Oração é uma maneira de relacionar-se com uma pessoa e de desfrutar de nosso relacionamento com ela. Deus é um Pai amoroso que tem prazer em nos ouvir e a oração é a nossa oportunidade de passar tempo com ele.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Nós oramos a um Pai que ama nos ouvir. Assim, durante a próxima semana, comece todas as suas orações com as palavras “Meu Pai”. Ou, se estiver orando com outras pessoas, “Nosso Pai”. Alguns de vocês começam
suas orações com alguma variação de “Deus” ou “Senhor”. Não há nada de errado nisso. Mas tente isto: com as suas palavras e de coração, comece dizendo “Meu Pai”. Se já faz assim, então tente fazer uma pausa ao dizer
a palavra “Pai”, a fim de realmente apreciar o significado de ser um filho de Deus.

AÇÃO
Cada vez que orar nesta semana, comece dizendo “Meu Pai” ou “Nosso Pai”.
Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela.
Dez minutos depois, Emanuela dá uma mordida na torrada enquanto abre sua Bíblia. Ela lê alguns versículos e então fecha os olhos para orar: “Pai, que Marcos tenha um bom dia no trabalho. Por favor, abençoa…”. E então, Jaime invade o quarto. “Onde está o meu suéter da escola?”. Samuel não faz diferente. “A senhora viu meu dever de casa?”. E Pedrinho… Onde está Pedrinho?
“Sam, você procura o suéter de Jaime. Jaime, você procura o dever de casa de Sam. Eu vou atrás de Pedrinho.” Mais um momento de oração interrompido. Mas Emanuela segue orando enquanto sobe as escadas. “Obrigado, Pai, porque estás sempre aqui, sempre pronto a ouvir, mesmo quando minhas orações são um tanto bagunçadas”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• O que você pensa sobre Deus Pai? Você pensa nele como alguém bondoso?
• Olhe para a Oração do Senhor — a oração que Jesus nos ensinou no Sermão do Monte (Mt 6.9–13). Que diferença faz enxergar cada linha como a petição de um filho ao seu Pai?
• Liste as razões pelas quais alguém pode hesitar em orar a Deus.
• Liste as razões pelas quais, assombrosamente, não precisamos hesitar em orar.

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 4 – Em cada dificuldade, podemos experimentar o aperfeiçoamento do Pai

Enxergar as tribulações como disciplina de Deus é revolucionário e tem o poder de transformar nossa postura diante do sofrimento.
• Em cada dificuldade, podemos desfrutar do amor do Pai
• Em cada tribulação, podemos desfrutar do aperfeiçoamento edificação do Pai

Deus nos disciplina para depurar nossa fé, afastar-nos dos ídolos, sacudir nossa autoconfiança, demonstrar seu poder e nos dirigir no caminho para o céu. Acima de tudo, ele nos disciplina para que voltemos nossas costas das fontes vazias de alegria para encontrarmos verdadeira alegria nele.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Como devemos responder às tribulações em nossa vida? Hebreus 12.5 nos dá duas respostas: “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado”.

1. Não menospreze a disciplina do Senhor Menosprezamos a disciplina de Deus quando falhamos em ver a sua mão em nossa tribulação. Com demasiada frequência, enxergamos a tribulação como um problema a ser resolvido, ou um fato da vida a ser suportado, ou um desastre sem nenhum propósito. Mas o versículo 7 diz: “Suportem as dificuldades, recebendo-
as como disciplina” (NVI). Em outras palavras, quando a tribulação vier, pense nela não apenas como uma dificuldade, mas também como uma disciplina. Receba-a como uma dádiva de Deus. Leve-a a sério como uma oportunidade de crescimento.

2. Não desmaie ao ser reprovado Quando enfrentamos dificuldades, é fácil presumir que Deus nos abandonou — que ele não se importa ou desistiu de nós. Assim, não se esqueça “da exortação que, como a filhos, discorre convosco” (v. 5). O autor aos Hebreus está dando uma maneira diferente de interpretar as evidências. Aquele bebê chorando, o chefe abusivo ou o relacionamento quebrado são sinais do envolvimento de Deus em nossa vida. “O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (v. 6). “Deus vos trata como filhos” (v. 7). A disciplina de Deus em nossa vida é um sinal de que somos “filhos legítimos” (v. 8; NVI).

Uma última palavra: tente comigo este exercício intelectual. Feche seus olhos e imagine estar no banco do passageiro de um carro que é dirigido sob péssimas condições de trânsito. A chuva cai, há um fluxo intenso
de veículos e está escuro lá fora. Há alguns anos, eu sofri uma aquaplanagem exatamente nessas condições, o carro girou cento e oitenta graus e eu fiquei virado na contramão. Eu estava bem nervoso. E quanto a você? Você se sente seguro? Obviamente, a resposta depende de quão cauteloso e competente é o seu motorista. Sendo assim, pense em si mesmo sendo conduzido nos braços do seu Pai celeste. A jornada é a sua vida. Ao longo da vida inteira, você está protegido nos braços de seu Pai. E ele é o motorista mais cauteloso e competente que existe.

Feche seus olhos de novo e volte ao seu carro imaginário sendo conduzido pela chuva. Atente para os barulhos ao seu redor: o ruído dos pneus na pista, a água espirrando ao passarem outros carros, talvez o rangido do limpador do para-brisa. Pense nesses barulhos como uma espécie de casulo no qual você está protegido, uma espécie de para-choque do mundo. E, então, substituta aquele barulho por um senso da presença de Deus. Embora a estrada possa ser esburacada em alguns momentos, podemos confiar que ele nos levará em
segurança até o nosso lar na glória.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, quando algo der errado, ore: “Meu Pai, obrigado por isto. Por favor, usa isto para tornar-me mais parecido com Jesus”.

Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela Marcos chega à estação e descobre que o seu trem foi cancelado. Agora, uma quantidade dobrada de passageiros abarrota o trem seguinte e Marcos tem de ir em pé. Ele perde as esperanças de conseguir ler seu livro. O cara ao seu lado claramente nunca ouviu falar em desodorante. Os próximos quarenta minutos não serão nada agradáveis.

“Talvez Deus pense que eu preciso aprender algo sobre paciência”, Marcos diz para si mesmo. “Ou talvez ele esteja me dando este tempo para refletir sobre o sermão de ontem”. “Meu Pai”, sussurra Marcos, “obrigado por este trem. Não faço ideia de qual seja o teu propósito em tudo isto. Mas, por favor, usa-o para me tornar mais parecido com Jesus”.

Nesse mesmo instante, Emanuela está enxugando o leite no chão da cozinha. Samuel e Jaime estão brigando por causa de meias. E o pequeno Pedrinho… Onde está Pedrinho? Emanuela ergue os olhos e vê a caixa de cereal sendo derrubada da mesa da cozinha. “Como um dia pode ser arruinado tão rapidamente?”, ela pensa.

“Mas Deus ainda é bom”, ela diz a si mesma. “Pai, eu te agradeço por meu dia — muito embora ele não tenha começado tão bem quanto eu esperava. Dá-me a força para manter a calma. E, por favor, usa este dia para me tornar mais parecida com Jesus”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Pense sobre a sua experiência de ser disciplinado pelo seu pai terreno. Como você acha que isso afeta sua visão da disciplina de Deus?
• Você consegue olhar para trás e lembrar-se de momentos em que Deus usou a tribulação para torná-lo mais semelhante a Jesus?
• O que significa menosprezar a disciplina de Deus? O que significa desmaiar na alma? Como podemos nos proteger dessas atitudes?
• Ao enfrentarmos o sofrimento, é comum nos perguntarmos: “O que devo fazer?”. Todavia, aceite o desafio de reformar a sua resposta ao perguntar-se: “O que Deus quer que eu aprenda?” ou “Como Deus quer que eu seja mudado?”

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 3 – Em cada prazer, podemos experimentar a generosidade do Pai

Dar graças é um ato poderoso. Temos muita facilidade em nos concentrar naquilo que nos falta e em nos sentir descontentes. Milhares de anúncios publicitários são elaborados para reforçar esse sentimento, a fim de comprarmos os produtos que eles oferecem. Mas a gratidão redireciona nossos pensamentos das quinquilharias que nos faltam para as bênçãos maravilhosas que já possuímos. O nascer do sol, o canto dos pássaros e a
amizade estão aí, esperando para serem desfrutados e apreciados — tudo sem custo nenhum. Sem falar nas bênçãos que são nossas enquanto filhos de Deus. A chave que destranca esse tesouro de alegria é a gratidão.

Mais importante, a gratidão ergue nossos olhos das dádivas e nos faz ver o Doador. Em outras palavras, a gratidão nos conduz a Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Todas as coisas de que desfrutamos, diz Calvino, são “degraus pelos quais [podemos] subir para mais perto dele [de Deus]”; “Deus”, ele diz, “por meio de seus benefícios, amavelmente nos atrai a si, como que por meio do sabor de sua doçura paternal”. Mas Calvino também adverte: “Não há nada em que mais facilmente caímos do que em esquecê-lo, quando desfrutamos de paz e conforto”.

Pense na semana que passou e relembre-se de todas as boas coisas de que você desfrutou. Identifique cinco coisas pelas quais agradecer. Um número específico o ajudará a pensar com mais afinco em como Deus tem sido bondoso para com você. Imagine cada uma delas sendo-lhe concedida como uma dádiva do seu Pai celeste. Uma maneira de nos relacionarmos com o Pai é receber essas coisas como dádivas dele — e agradecer a ele por elas; buscar respostas de orações; contar às outras pessoas como ele tem nos sustentado; celebrar cada coisa boa como provisão dele.

AÇÃO
A cada dia nesta semana, lembre-se de algo que faz você feliz e ore: “Meu Pai, obrigado por isto, pois é uma adorável dádiva de tuas mãos”.
Uma manhã de segunda-feira na vida de Marcos e Emanuela
Segunda de manhã. O dia começou muito bem. Ainda levitando pela experiência do dia anterior na igreja, Marcos se senta à mesa para comer um sanduíche de bacon. As crianças brincam tranquilamente na sala de estar. Ele leva um café para Emanuela na cama e a beija gentilmente na bochecha. Lá fora, o sol brilha e os pássaros cantam. Será que a vida poderia ser melhor que isso?

Enquanto Marcos caminha pela rua, ele diz: “Meu Pai, obrigado por aquele sanduíche de bacon. Que delícia! Esta bela manhã é um adorável presente de tuas mãos. Tu és tão generoso! Tu me deste uma ótima igreja e uma bela família. Ajuda-me a ver tua obra ao longo do meu dia. E obrigado pelos pássaros. Mesmo que eu não te louvasse, eles continuariam cantando para a tua glória!”.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Como o conhecimento de Jesus muda a maneira como pensamos sobre Deus Pai?
• Ao ver o mundo como um mundo paternal, que diferença isso faz para as suas preocupações? E para os seus prazeres?
• Como a sua atitude mudaria, se você pensasse em si mesmo como o ganhador de um bilhete dourado que lhe desse acesso a um mundo cheio de maravilhas?
• Pense em uma única coisa no mundo que o encha de admiração.

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

Estudo 2 – Alegria

O cristianismo diz respeito a um relacionamento com Deus, a um relacionamento com Deus que produz alegria.

Eis aqui alguns dos benefícios de deleitar-se em um relacionamento com Deus:
• Deleitar-se em Deus ajuda a vencer a tentação
• Deleitar-se em Deus ajuda a suportar o sofrimento
• Deleitar-se em Deus ajuda a estimular o serviço
• Deleitar-se em Deus ajuda a um testemunho vibrante
• Deleitar-se em Deus ajuda a capacitar para o sacrifício

Contudo… nenhuma dessas coisas é a razão primária para buscarmos um relacionamento com Deus. Buscamos alegria em Deus por causa de Deus, pois ele é a fonte de alegria.

COLOCANDO EM PRÁTICA
Sempre que estiver sozinho nesta semana, inicie uma conversa com o seu Pai celeste. Isso pode significar que você deverá desligar o som do carro ou largar os fones de ouvido. Ou pode significar que deverá colocar os fones de ouvido, para não se distrair com as conversas no ônibus. Se você tem a tendência de falar consigo mesmo, este exercício não deve ser tão difícil — apenas direcione esse monólogo interno para Deus.

Não importa o que você diga. Apenas converse sobre tudo o que estiver pensando. Fale sobre o dia que começa ou o que findou. Fale sobre o que o deixou empolgado, preocupado ou irritado. Fale com Deus sobre  os seus devaneios. O objetivo é reforçar a ideia de que nós temos um relacionamento de mão dupla com Deus. Em qualquer tempo e lugar, podemos nos relacionar com Deus.

AÇÃO
Sempre que estiver sozinho nesta semana, inicie com o seu Pai celeste uma conversa na qual você falará com ele sobre tudo o que estiver em sua mente.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
• Você se agrada de Deus? Essa pergunta lhe soa esquisita?
• Como o deleitar-se em Deus ajudou você a vencer a tentação ou suportar o sofrimento? Como isso estimulou seu serviço, testemunho e sacrifício?
• A Bíblia nos ordena a nos alegrarmos. Mas como nos pode ser ordenado algo como ter alegria?
• O que pode significar para você buscar a alegria de outras pessoas em Cristo (como Paulo fez)?
• Como você observou Deus operar na sua vida nas últimas 24 horas?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

 

 

Estudo 1 • Mais

PRINCÍPIOS QUE O AJUDARÃO A DELEITAR-SE MAIS EM DEUS.

1- Deus é conhecido por meio das três pessoas, de modo que nós nos relacionamos com o Pai, o Filho e o Espírito.
2- A nossa união com Deus em Cristo é a base para a nossa comunhão com Deus na experiência.

Eu creio em mais. Mais de Deus. Mais no porvir, é claro, mas também mais no presente. Podemos conhecer mais a Deus. Você pode conhecer mais a Deus.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Quando era jovem, eu costumava praticar rebatidas de bolas na parede. Eu praticava para jogar críquete, mas tenho certeza de que o mesmo treino servia para beisebol ou tênis. Eu jogava uma bola contra a parede e a rebatia com um bastão. Às vezes eu usava um taco próprio para críquete, mas era fácil demais. Então eu testava meus limites, de modo que, quando usasse de novo um taco de críquete normal, conseguisse acertar a bola com o centro do taco. Eu fiz isso muitas e muitas e muitas vezes. Tenho certeza de que enlouqueci a minha mãe.

Cada estudo termina com um pequeno passo que você pode dar. Pense nesses passos como o equivalente a jogar a bola contra a parede. Algumas dessas ações podem parecer um pouco estranhas a princípio. Mas elas irão fortalecer seus músculos espirituais e desenvolver seus instintos espirituais.

Ou pense da seguinte forma. Se você estivesse dirigindo a 120 km/h e, cobrindo o velocímetro, tentasse reduzir para 30 km/h, a que velocidade você de fato chegaria? Para a maioria das pessoas, a resposta seria algo entre 50 e 60 km/h. Dirigir a 120 km/h altera a sua percepção da velocidade “normal”.

Nenhum desses passos é complicado ou difícil. Mas alguns podem parecer um pouco estranhos ou de algum modo intensos. Eles podem parecer com dirigir a 120 km/h. Mas o objetivo é que, ao parar de executá-los de maneira concentrada, sua “velocidade” espiritual normal seja 60 km/h em vez de 30 km/h. Falar com Deus enquanto dirige para o trabalho, por exemplo, pode parecer estranho. E fazer isso durante cada trajeto por uma semana certamente parecerá intenso demais. Mas o esperado é que isso se torne algo mais natural para você. Você descobrirá que falar com Deus é algo muito mais normal, ou pensará em Deus em situações nas quais, antes, você não o teria feito.

A tarefa para este estudo é orar ao Pai, depois ao Filho, depois ao Espírito, todos os dias, por uma semana. No Novo Testamento, a oração é comumente dirigida ao Pai, por meio do Filho, com o auxílio do Espírito Santo. Normalmente, mas nem sempre. Uma vez que orar ao Pai é a norma no Novo Testamento, essa deve ser a norma para as nossas orações. Mas Jesus e o Espírito não são menos Deus do que o Pai e, portanto, eles podem ouvir e responder orações. Embora não haja exemplos claros de pessoas orando ao Espírito na Bíblia, Estevão ora a Jesus em Atos 7.59. Assim, os cristãos, ao longo dos séculos, têm orado também a Jesus e ao Espírito, assim como ao Pai. Um famoso hino do século IX começa assim:

Vem, Santo Espírito, Criador, vem
Do teu resplandecente trono celeste
Vem, toma posse de nossa alma
E faze-as tuas próprias.

Ele foi traduzido pelo reformador Martinho Lutero para ser cantado no Dia de Pentecoste. Semelhantemente, o teólogo puritano John Owen diz: “A natureza divina é a razão e causa de toda adoração; assim, é impossível adorar qualquer Pessoa e não adorar a Trindade inteira”.1 Por isso, ele defende que nós podemos orar ao Filho e ao Espírito. E orar ao Filho e ao Espírito é uma maneira útil de refletir nos seus distintos papeis em nossa vida.

AÇÃO

Durante uma semana, a cada dia, passe algum tempo em oração ao Pai, depois ao Filho, depois ao Espírito. Em cada uma delas, ofereça louvores ou faça petições que estejam peculiarmente relacionadas ao papel específico daquela pessoa na sua vida.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO

• Com qual membro da Trindade você percebe mais fortemente um relacionamento vivo e experimental?

• O que acontece se pensarmos sobre a unidade de Deus sem considerarmos as três pessoas?

• O que acontece se pensarmos nas três pessoas sem considerarmos a unidade de Deus?

• Você se sente intimidado ao falar sobre espiritualidade ou comunhão com Deus? Que conforto você encontra nos princípios da união e comunhão?

• O que  acontece se pensarmos que nossa união com Deus envolve a nossa ação? O que acontece se pensarmos que nossa comunhão com Deus não envolve a nossa ação?

Guia de Estudo EXPERIMENTANDO MAIS DE DEUS, por Tim Chester – Editora Fiel

O valor de uma mãe que crê

2 Tm 1:5: “pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.” 

Se eu perguntasse a você qual é a melhor mãe do mundo, qual seria a sua resposta? Bem, não posso dizer precisamente qual é a sua resposta, mas acredito que é seguro afirmar que a maioria das pessoas responderiam que a melhor mãe do mundo é a deles mesmos.

De fato, essa é uma disputa impossível, não há como calcular com exatidão o valor de uma mãe em todos os seus aspectos e influência, não se pode comparar entre uma e outra aos olhos de seus amados filhos, mas há algo que certamente irá diferenciar uma mãe de outra, a sua fé.

Não sabemos muito sobre Lóide e Eunice, avó e mãe de Timóteo, mas sabemos a importância da fé dessas mães para o futuro pastor de Éfeso e para todos os cristãos do mundo que podem ler as duas cartas inspiradas que Paulo escreveu para ele e serem edificados através dessa fé passada de geração em geração.

A fé de uma mãe define o modo como irá criar seus filhos, a fé de uma mãe define o alvo que ela tem para seus filhos, a fé de uma mãe define sua visão e missão pessoal dentro da família. Segundo Lucas (Até.16.1) Eunice era uma judia crente casada com um grego, neste lar culturalmente dividido, essa mãe precisou desenvolver uma fé perseverante para permanecer firme contra todas as dificuldades inerentes a sua condição familiar para forjar seu filho na verdadeira fé cristã.

Segundo Paulo (2Tm.1.5) Eunice possuía uma fé sincera, sem fingimentos, isto é, uma fé que não era somente de palavras, mas que podia ser vista em sua vida diária. De fato, somente uma fé sincera pode gerar fé sincera nos corações, isto porque as pessoas tendem a ouvir mais o que fazemos do que aquilo que dizemos, a fé sincera de uma mãe (ou de qualquer pessoa) cativa as afeições e valida nosso discurso encorajando outros a viverem para Cristo.

Finalmente, podemos ver o valor de uma mãe através de uma fé discipuladora como a de Eunice. Paulo lembra a Timóteo da fé em que foi ensinado desde a infância (2Tm.3.14-15) para o fortalecer nos momentos de provação. A exortação apostólica enfatiza que o treinamento (outra possível tradução para “ensinado” aqui no texto) de Timóteo aconteceu desde a infância, ou mesmo, dentro do ventre materno, como também pode ser traduzido.

Esse poderoso amor vem da fé no Deus que nos amou primeiro, que capacita mães e filhos a viverem esse amor em suas vidas comunicando essa fé as próximas gerações, que você possa experimentar isto em sua vida.

Jesus te abençoe. Pr. Eduardo Nunes

Poder para Ser Mãe

Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe. Hebreus11.11a

Deveriam fazer parte das grandes produções cinematográficas, deveriam usar capas e estampar as revistas em quadrinhos das crianças, deveriam ser exemplos para outras gerações, sim, elas, as mães. Falo das mães de verdade, mães que compreenderam sua missão (1Tm.2.15), que correm, trabalham dia e noite, dentro e fora de casa, cuidam, se preocupam, amam e muitas vezes até esquecem de si mesmas.

Na galeria dos heróis do cinema não existe a “Super Mãe” ou a “Mãe Maravilha”, mas veja que maravilha! Na galeria dos heróis da fé elas estão lá, sim, representadas por Sara, que recebeu poder para ser mãe. De fato, é preciso poder de Deus para ser mãe, poder para vencer os medos da gestação confiando no amor de Deus (1Jo.4.18), poder para ser cheia do Espírito Santo e criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Ef.6.4), poder para expressar nos gestos e palavras a consolação e cuidado de Deus sobre seus filhos (Is.66.13).

E esta é nossa oração por todas vocês, mamães de verdade! Que sejam revestidas do poder de Deus, para renovarem suas forças e se alegrarem em sua missão, que sejam amadas e honradas pelos filhos e maridos, não somente nessa data, mas que estejam sempre estampadas em nossa galeria particular das “heroínas da fé” que nos ajudam a vencer com Jesus nessa caminhada.

Jesus abençoe as mamães! Pr. Eduardo Nunes

Vivendo o Evangelho

A apatia está por toda parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que, quanto mais curto, melhor.   Charles Haddon Spurgeon

Spurgeon não tinha receio de tomar uma posição de firmeza ao lado da verdade, ainda que isso implicasse em que ele ficaria sozinho. Pregar a Palavra de Deus era a paixão de sua vida. Ele acreditava que a tolerância da igreja para com a pregação começava a declinar, enquanto alguns ministros já experimentavam abordagens alternativas ou mensagens abreviadas.

Não muito diferente de João Batista, na qual viveu para a Glória de Deus, suas pregações para o arrependimento chegavam a alcançar os palácios, quartéis, secretaria da fazenda, religiosos e leigos. Sua vida inteira foi em viver em prol do Evangelho para a anunciação e preparação triunfal do messias.

Era um homem com uma missão (Lc 3.4) – Não diferente de João Batista, todos nós possuímos uma missão que precisa ser desenvolvida. Da mesma forma como Deus usou João Batista Deus deseja usar você.

João Batista, possuía qualidades não diferentes do que podemos ter em Cristo Jesus:

  • Ele era uma lâmpada que ardia e iluminava (Jo 1.6-9) – Uma lâmpada que apontava para a verdadeira luz, Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus”.
  • Ele era uma voz (Jo 1.22,23) – João não apenas proferia a verdade, ele era a boca de Deus. Havia autoridade e poder em suas palavras.
  • Ele era um homem humilde (Lc 3.11) – Ele disse: “eu não sou digno de desatar-lhes as correias das sandálias”. Disse ainda: “Convém que Ele cresça e eu diminua”.
  • Ele era um homem corajoso (Lc 3.19) – João Batista não aplaudiu Herodes diante do pecado do adultério. Ele preferiu ser preso e degolado do que transigir com a verdade.
  • Ele era um homem cheio do Espírito Santo (Lc 1.15) – Aos 5 meses de idade, estremeceu de alegria no ventre da sua mãe, ele já vibrava por Cristo.

João Batista, viveu o Evangelho diante das crises institucionais, não muito diferente de nós, hoje.

  • Crise moral na nação;
  • Crise política da nação;
  • Crise espiritual da nação.

Mas entre todas as coisas, foi um grande vencedor. Hoje, podemos ser mais que vencedores em Cristo Jesus. Ele compreendeu a mensagem do Evangelho, ele viveu a mensagem do Evangelho sempre com a mesma pregação: Arrependei-vos.

Para que possamos viver o Evangelho, Jesus nos convida ao arrependimento. Essa é a maior manchete de Deus.

  • Na preparação – João Batista diz: Arrependei-vos;
  • Na Inauguração – Jesus vem e conclama: Arrependei-vos;
  • No Pentecostes – Pedro prega: Arrependei-vos;
  • Hoje o Espírito Santo lhe convida: Arrependei-vos para viver o Evangelho

Pr. Felipe Abreu